quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Como não fazer um artigo


Essa é a opinião de Gilson Volpato, professor do Departamento de Fisiologia do Instituto de Biociências de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (Unesp), que em seu novo livro, Pérolas da redação científica, analisa criticamente 101 equívocos comuns – ou “pérolas”.

Volpato vem apresentando pelo país cursos sobre redação científica e publicou outros cinco livros sobre o assunto, sendo o mais recente desses Bases teóricas da redação científica ... por que seu artigo foi negado, lançado em 2007.

“Apresento quase um curso por semana sobre o tema, procurando ajudar pesquisadores a conseguir publicações em revistas internacionais de alto nível. Mas também há muitos que, de forma involuntária, têm feito o serviço contrário. Desenvolveu-se, no Brasil, uma cultura de publicação equivocada. Boa parte dos artigos nacionais, mesmo com tradução correta, será recusada em revistas importantes, por terem equívocos conceituais”, disse à Agência FAPESP.

Com a experiência acumulada nos cursos e em seu convívio com o meio acadêmico, Volpato decidiu produzir um inventário dos principais equívocos da redação cientifica. “A ideia foi abordar os erros mais gritantes. O resultado foi essa coleção de ‘pérolas’ da cultura nacional de publicação”, disse.

Na obra, o autor analisa os equívocos, faz conjecturas sobre suas origens, discute suas consequências na prática e oferece correções com base nos padrões internacionais de produção científica.

Segundo ele, os conceitos de comunicação no setor sofreram grande mudança a partir da década de 1990, que se acentuou ainda mais nos últimos dez anos, em parte por causa do advento da internet.

“Muitos pesquisadores cometem equívocos e alegam que estão apenas seguindo os procedimentos adotados por seus orientadores há 30 anos. Mas as coisas mudaram e a comunicação científica evoluiu. Os leitores vão se surpreender, pois muitas das pérolas descritas no livro irão corresponder exatamente ao que eles continuam ouvindo de seus orientadores”, afirmou.

A internet, segundo Volpato, subverteu a lógica das revistas científicas, causando impacto nas necessidades e objetivos dos artigos. “Antes o veículo era o foco. O assinante recebia uma determinada revista científica e ali entrava em contato com diversos artigos. Hoje ocorre o inverso. A pessoa faz uma busca por palavras-chave na internet e chega ao artigo diretamente. Eventualmente, o cientista fica conhecendo a revista por meio do artigo e não o contrário”, disse.

Se antes da internet o leitor precisava ir em busca dos autores, hoje os autores procuram chegar aos leitores. “Antigamente o leitor precisava ir heroicamente atrás dos poucos artigos disponíveis. Mas agora ele precisa fazer uma triagem dos milhares de artigos a que tem acesso. Com isso, a necessidade de se fazer uma comunicação eficiente é muito mais importante – e esse fato está mudando a estrutura dos artigos”, declarou.

Nessa nova lógica, os velhos hábitos de redação científica se transformam em “pérolas” recorrentes, segundo Volpato. Um dos equívocos, por exemplo, é acreditar que o número de referências bibliográficas implica qualidade científica. Outro, consiste em achar que todos os dados coletados no projeto devem fazer parte do texto.

“Vemos equívocos de todos os níveis. Um exemplo é achar que estudos quantitativos são mais robustos que os qualitativos. Outro é acreditar que a redação cientifica exige regras rígidas de estilo – ou que a voz passiva é característica do inglês científico. Achar que o título deve conter, necessariamente, o nome da espécie de estudo. Há também pérolas que são fruto do conservadorismo, como sustentar que introdução e justificativa são itens separados. Ou achar que revistas eletrônicas têm menos prestígio que as impressas”, destacou.

Textos em inglês

Para Volpato, a globalização das revistas científicas de alcance internacional está nivelando as publicações por cima. Essa consequência positiva, entretanto, deverá forçar também para cima o nível de exigência para aceitação dos artigos.

“A maioria das revistas brasileiras, mesmo as que estão na base ISI, é citada apenas por brasileiros. Poucas são, de fato, internacionais e temos que melhorar nosso nível. O primeiro passo, claro, é que a publicação seja em inglês. Temos que compreender que o fato de uma publicação ter alcance internacional tem uma consequência benéfica para a ciência: a seleção dos artigos é feita por pessoas de várias culturas e isso representa um crivo crítico de maior qualidade”, afirmou.

O livro, de acordo com Volpato, é direcionado para a redação científica em geral, incluindo todas as áreas das ciências biológicas, ciências da vida, humanas e exatas.

“O foco está no que chamamos de ciência empírica – que é aquela ciência que precisa de dados para ter conclusões. Portanto, não se aplica muito bem à filosofia, por exemplo. Mas poderá ser utilizado pela maior parte dos pesquisadores das outras áreas”, disse.

* Pérolas da redação científica
Autor: Gilson Volpato
Lançamento: 2010
Preço: R$ 36

Fonte: http://sala.org.br/textos-em-la/como-nao-fazer-um-artigo

domingo, 22 de janeiro de 2012

O conhecimento humano é um direito de todos #StopSopa


Por Cleyton Carlos Torres

Ninguém é utópico o bastante para crer que a internet é totalmente livre, sem restrições ou cerceamentos. A web é fiscalizada o tempo todo. Grande parte da "polícia de plantão" faz parte do time dos bacanas. Google, Facebook e outros sites descolados da chamada web 2.0 são os principais responsáveis por "selecionar" aquilo que você lê, escuta, assiste e busca.

Logicamente que essa tarefa funciona mais como uma rota para o usuário. Alguns percebem, outros não. São responsáveis pelas "bolhas de filtros", onde parte entra e parte dai da sua esfera digital pessoal. O ativista digital Eli Pariser, autor do livro The filter bubble, aborda como as principais empresas da web querem entregar um conteúdo cada vez mais customizado para os usuários, mas que por tabela acabam causando uma miopia generalizada.

Deixando radicalismos de lado, corre no Congresso americano um projeto de lei que pode mudar para sempre a curta história da web. A SOPA, sigla em inglês para Stop Online Piracy Act, visa combater a prática da pirataria, mas em troca vai causar um sufocamento nunca antes visto nos usuários. Portais poderão sair do ar sem ordem judicial e internautas poderão ser presos.

A Wikipedia, em protesto ao projeto de lei, usa a frase "imagine um mundo sem conhecimento livre" estampada em seu portal. Google, Facebook e Twitter não aderiram ao movimento do blecaute, que desligaria por 24 horas seus serviços. Quem está certo e quem está errado? Independentemente da sua resposta, quem sofre é o usuário.

Se aprovada, a lei tem tudo para mudar como enxergamos a web 2.0 em todo o planeta, já que as maiores empresas da internet são americanas, assim como os principais estúdios, grandes ativistas da lei. Porém desligar os serviços é uma ótima maneira de chamar a atenção do mundo, mas peca no quesito compromisso com a sociedade. Que culpa nós temos? A briga é de gigantes, mas quem paga são os pequenos.

Fonte: http://www.blogmidia8.com/2012/01/o-conhecimento-humano-e-um-direito-de.html#.Txm-jwG-G0Y.facebook

Na era da internet o poder é de quem compartilha a informação


Sempre houve uma relação entre a informação e o poder. Não tenho a menor dúvida disso. O maior patrimônio do jornalista é a informação. Quem sai na frente e divulga o fato antes de todos tem o poder. Informação é, portanto, poder. Porém, eis que chega a tal da internet e acaba como toda essa história. Eis que surgem portais noticiosos que brigam de foice todo santo dia para ver qual dará em primeira mão a notícia que vai mudar o seu dia.

Não vou nem entrar no mérito do online versus offline e tentar descobrir quem veio primeiro, o ovo ou a galinha, ou melhor, quem vai morrer primeiro, os jornais ou os portais. O fato é que, com a internet, foi-se o tempo em que informação era poder. É claro que sair na frente é importante para qualquer veículo de comunicação.

Entretanto, hoje mais importante do que sair na frente é informar de forma clara, objetiva e com a maior riqueza de detalhes possível. Vídeos, podcasts, infográficos etc. Na era da internet, a informação deve ser completa e exige a utilização de vários elementos para atender a todos os públicos de qualquer classe social. Afinal, a internet é plural.

Há pouco tempo, quem investia na assinatura de um jornal ou mesmo de uma revista semanal era um grande formador de opinião. Hoje, lamento dizer que este mesmo leitor está desperdiçando seu dinheiro. Não é porque o jornal vai acabar e blá, blá, blá. A equação, meus caros, é muito simples. Se antes detinha o poder quem era o dono da informação, hoje, tem o poder quem compartilha a informação. Os veículos online, que ainda insistem no modelo de conteúdo restrito a assinantes, estão fadados à morte. A receita virá da publicidade e não das assinaturas.

Vou citar como exemplo uma prática muito comum que tenho feito ultimamente. Quando vejo uma notícia no jornal impresso que me interessa, vou procurá-la na versão online do mesmo jornal para compartilhar com meus contatos. Quando o conteúdo não está disponível, jogo o título da reportagem no Google e... surpresa! O resultado da busca mostra, no mínimo, cinco blogs que já colaram a notícia na íntegra. Provavelmente os donos destes blogs são também assinantes das versões online ou, ainda, empresas de clipping que têm acesso a área reservada a assinantes e disponibilizam o conteúdo para os bilhões de usuários da Internet.

A realidade é uma só. Vivemos a era do compartilhamento. Quem segura a informação e busca exclusividade vai perder cada vez mais terreno, audiência, leitores e, consequentemente, receita publicitária. Em contrapartida, quem valorizar o acesso gratuito ao conteúdo passará a deter o real poder da informação.

Artigo enviado pelo leitor Ricardo Augusto Lombardi, jornalista e coordenador de projeto do portal

Fonte: http://www.blogmidia8.com/2011/07/na-era-da-internet-o-poder-e-de-quem.html

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Como criar conteúdo de qualidade e se destacar nas redes sociais


Por Cleyton Carlos Torres

Não é novidade para ninguém que a produção de um conteúdo de qualidade tem assumido importante papel dentro das empresas e até mesmo entre os profissionais que trabalham como freelancers. Com um conteúdo de qualidade é possível se destacar dos demais e conseguir uma fatia maior da atenção do seu público, requisito praticamente inexistente hoje em dia. Estamos na era do conteúdo relevante. Mas, o que vem a ser um conteúdo de qualidade?

A resposta é proporcional ao seu público. Dependendo do segmento que você atua, conteúdo de qualidade pode abordar desde as últimas novidades sobre um programa de reality show ou até mesmo as opiniões de diferentes pesquisadores sobre como a física quântica está revolucionando nosso planeta. Lembre-se: o que é lixo para uns é nicho para outros. Saber trabalhar de maneira eficiente com o que o seu público quer é o primeiro passo para se produzir um conteúdo de qualidade, inclusive no Twitter.

Porém alguns fatores, independentemente do assunto, devem ser levados em consideração. Ainda associamos o termo conteúdo com texto, mas ele pode ser um vídeo, áudio, uma ilustração e até mesmo uma animação usando realidade aumentada. O conteúdo tem múltiplos formatos, mas deve primar por uma qualidade ímpar.

Cada meio possui sua singularidade específica. Por exemplo, nós até aturamos um vídeo tremido ou desfocado, como os vídeos postados no YouTube, mas não aceitamos um áudio chiado ou com ruídos. Cada formato traz suas exigências próprias e é preciso saber diferenciá-las para trabalhar de uma maneira produtiva com todas as formas de conteúdo.

No caso específico do texto, principal atuação deste blog, algumas dicas podem auxiliá-lo na hora do desenvolvimento do artigo. Antes de tudo, deve-se ter em mente 5 princípios básicos:

•Erro gramatical é diferente de erro de digitação;
•Não caia no mito do texto curto;
•Ser objetivo é diferente de ser simplório;
•Conteúdo exclusivo é diferente de conteúdo inventado;
•Você escreve para pessoas e também para robôs.

Isso é o básico, mas extremamente funcional. Se você não tem um domínio mínimo da língua portuguesa, produzir artigos só iria prejudicar a imagem da sua empresa. Já presenciei agências de comunicação listando em suas atividades a produção de conteúdo "relevamte". Vai contratar esse serviço e arriscar arranhar a imagem da sua empresa ou a sua como profissional?

Um mito que deve ser questionado é quanto ao texto curto e objetivo. Na web há espaço, sim, para textos longos e analíticos. Varia conforme o assunto e o público em questão. Há públicos que não conseguem ler 140 caracteres, porém há segmentos, inclusive entre os mais jovens, que consomem textos de várias laudas. Ser objetivo, tanto no texto longo como no curto, se refere a um artigo com foco e não simplório como alguns fazem.

Ter em mente que são as pessoas que irão ler o seu conteúdo, mas que são os robôs que irão rastreá-lo, é importante na hora do desenvolvimento. Recomendo a leitura do post "Como escrever um artigo corretamente otimizado para SEO", do colega Paulo Faustino. Produzir um texto nos dias de hoje vai muito além da simples produção de um texto.

Todo esse processo é fundamental na busca por produzir um conteúdo de qualidade. Com esses fatores já em vista pela empresa ou pelo profissional, outros conceitos devem caminhar na pós-produção. Não basta produzir um conteúdo com qualidade; é necessário dizer ao mundo que você está produzindo um conteúdo de qualidade. Anote aí:

•Jamais a produção de conteúdo deve ser interrompida;
•Busque estipular uma periodicidade;
•Comece a linkar internamente e externamente outros artigos;
•Sempre revise, corrija e atualize seus artigos;
•Acompanhe as visitas e aprenda o que o seu público procura;
•Procure trazer novas visões e opiniões.

Nessa pós-produção é importante ter persistência e disciplina, além de criar um conteúdo de qualidade compartilhável, ou seja, direcionado ao seu público, com linguagem adequada e com termos que estimulem o usuário a querer compartilhar aquela opinião, seja contestando ou apoiando. Com o tempo, sua imagem será associada com aqueles conteúdos. Ser referência é o objetivo nessa era digital.

Fonte: http://www.blogmidia8.com/2012/01/como-criar-conteudo-de-qualidade-e-se.html#.TxXgVOiwM5U.facebook

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Liberdade de expressão - SOPA Blackout Brasil


No dia 18/01/12 diversos sites, blogs e coletivos irão aderir ao #SOPABlackoutBR da forma que for possível. O ideal é que o site fique fora do ar por 12h (de 8h as 20h), para que as pessoas sintam realmente como seria terrível deixar de ter acesso ao site caso ele seja bloqueado pelo SOPA. O período de tempo e o fato de ficar totalmente fora do ar fica a critério de cada um.

Objetivo
Mostrar às autoridades Brasileiras e grandes grupos econômicos a posição da sociedade Brasileira em relação ao SOPA e demais práticas, normas, medidas judiciais e leis que ameaçam a liberdade na Internet, e aproveitar a oportunidade para expor as ameaças locais.

Por que aderir?
O SOPA apesar de ser um projeto de lei Americano, não afetará apenas os Estados Unidos, pois o país concentra quase todos os serviços e sites que utilizamos diariamente, e que podem ser afetados tais como Youtube, Facebook, WordPress, Google, Gmail, Twiiter, e muitos outros. Temos de lembrar também que muitos sites são hospedados nos EUA, mesmo sem ter TLD americano e outros fora dos EUA com TLD americano como (.com, .net, .org) em ambos os casos o site estará debaixo da legislação Americana.

SOPA também prevê instrumentos para bloquear os serviços de publicidade e pagamento online sob a jurisdição dos EUA, impactando qualquer site no mundo, apenas com base em uma denuncia de suspeita,e sem ordem judicial.

Os problemas não acabam por ai, o SOPA afetará profundamente a liberdade de expressão na Internet, todos os sites se verão obrigados a aplicar mecanismos de auto-censura, e filtrar toda atividade online de seus usuários para evitar serem bloqueados.

E junto com a lei Sinde na Espanha, Hadopi na França, o SOPA pode ser um terrivel instrumento de pressão para que demais países adotem legislações semelhantes. É importante lembrar que a Lei Sinde que aparentemente havia sido brecada por ativistas Espanhois, foi aprovada logo no inicio do novo mandato sob grande pressãoAmericana.

Como aderir
Qualquer forma de divulgação da ação é valida, estamos conectados em rede, qualquer pequeno esforço de cada um pode resultar em grandes impactos, veja algumas formas de agir.

Faça as pessoas entenderem o problema
Se cada um conseguir explicar para cinco pessoas os problemas envolvendo o SOPA e outros projetos de controle da rede, em pouco tempo teremos bastante gente engajada e informada. Falar sobre o assunto é muito importante, é um tema que afetará a todos nos e com esclarecimento e ação poderemos evita-los.

Divulgando a ação
Coloque em seu site um dos selos, se desejar crie um link para o Mega Não, ou para o post chamada no seu site.

Tirando seu site do ar
Se você possui um site com acesso via FTP, crie uma página index.html com sua mensagem de protesto contra o SOPA. caso não tenha idéia aponte seu site para algumas das páginas que estarão disponíveis no endereço http://ai5digital.com.br/ a partir de 15/01/12.

Tirando seu site parcialmente do ar
Se seu site estiver hospedado no WordPress ou Blogspot, é possível configurá-lo para apontar para uma página na home, crie esta página com a mensagem de protesto e deixe ela como a home do blog durante o dia da ação. Você também pode adotar a solução proposta pelo site “Direito de Ler“

Twitter, Facebook, Orkut, Identica
Não poderemos parar de usar estas redes e ferramentas neste dia, pois eles serão muito úteis para disseminar a ação, não esqueca de usar sempre a tag #SOPAblackoutBR. Neste caso sugiro que troque seu avatar destas redes por um dosavatares da ação.

Quem esta apoiando
Movimento Mega Não
CGI.br
Coletivo Trezentos
IDEC
Revista Forum
Software Livre Brasil
Pontão Ganesha

Fonte: http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=1852#.TxMuA8hc_VY.facebook

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Os livros mais vendidos em 2011


Não existe no Brasil uma empresa de pesquisa que contabilize as vendas anuais de livros por título, como há nos Estados Unidos. Por lá, o trabalho fica a cargo da Nielsen, que faz a leitura de códigos de barras em lojas cujas vendas correspondem a 75% da comercialização de livros no país.

Por aqui, a lista anual mais completa é a do Publishnews, site especializado no mercado editorial. A lista deles contabiliza a comercialização de 12 redes ou lojas físicas e virtuais, cujas vendas equivalem a cerca de 35% do total de títulos vendidos em livrarias no país. Não entram nessa contabilidade, por exemplo, as vendas porta a porta nem as para o governo, ambas crescentes a cada ano.

Por exemplo, a biografia de Steve Jobs lidera a lista brasileira de não ficção, enquanto em seu próprio país perde para "Heaven Is for Real". De todo modo, impressiona que o livro sobre o fundador da Apple, publicado no final de outubro, esteja tão bem cotado nas duas listas anuais.

Também achei curioso que Nicholas Sparks, autor mais concorrido da Feira de Frankfurt, com quatro títulos entre os livros de ficção mais vendidos no Brasil, não apareça nenhuma vez na lista de sua terra natal.

Só sobre as listas nacionais, chama a atenção uma questão que foi levantada durante um debate do qual participei na Flica, em Cachoeira, na Bahia, meses atrás. Dos títulos de ficção mais vendidos no Brasil, apenas um é de autor nacional, Jô Soares. Entre os de não ficção, sete dos dez são de escritores brasileiros. Arriscaria dizer que a ficção que se faz no Brasil é menos dada às fórmulas de best-seller do que a feita nos EUA, mas a verdade é que não sei. Quem quiser que palpite também.

Um dado importante: o livro mais vendido no Brasil em 2011 foi, de longe, "Ágape", do padre Marcelo Rossi. Vendeu cinco vezes mais que "A Cabana", o líder da lista de ficção. Ele não aparece nas listas de ficção e não ficção porque é de autoajuda, gênero contabilizado separadamente.

E outro, aos que reclamam da ausência de "A Privataria Tucana": ele saiu faz poucas semanas e está em 19º lugar na lista anual de não ficção. Embora esteja muito bem colocado na lista semanal do Publishnews e também da Folha, ele não entra nos dez mais de 2011 porque concorre nessa lista com livros vendidos desde janeiro. Aos exaltados, recomendo o ponderado texto do André Barcinski sobre o livro.

De resto, seguem as listas do Brasil

FICÇÃO
1. "A Cabana", William P. Young (Arqueiro)
2. "Querido John", Nicholas Sparks (Novo Conceito)
3. "A Guerra dos Tronos", George R. R. Martin (LeYa)
4. "As Esganadas", Jô Soares (Companhia das Letras)
5. "Diário de uma Paixão", Nicholas Sparks (Novo Conceito)
6. "Água para Elefantes", Sara Gruen (Arqueiro)
7. "A Última Música", Nicholas Sparks (Novo Conceito)
8. "Um Amor para Recordar", Nicholas Sparks (Novo Conceito)
9. "Um Dia", David Nicholls (Intrínseca)
10. "Questões do Coração", Emilly Griffin (Novo Conceito)

NÃO FICÇÃO
1. "Steve Jobs", Walter Isaacson (Companhia das Letras)
2. "Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil", Leandro Narloch (LeYa)
3. "1822", Laurentino Gomes (Nova Fronteira)
4. "1808", Laurentino Gomes (Planeta)
5. "Feliz por Nada", Martha Medeiros (L&PM)
6. "Comer, Rezar, Amar", Elizabeth Gilberty (Objetiva)
7. "Guia Politicamente Incorreto da América Latina", Leandro Narloch (LeYa)
8. "50 Anos a Mil", Lobão (Nova Fronteira)
9. "Mentes Perigosas", Ana Beatriz Silvia (Fontanar)
10. "Comprometida", Elizabeth Gilbert (Objetiva)

GERAL
1. "Ágape", Padre Marcelo Rossi (Globo Livros)
2. "A Cabana", William P. Young (Arqueiro)
3. "Querido John", Nicholas Sparks (Novo Conceito)
4. "Steve Jobs", Walter Isaacson (Companhia das Letras)
5. "A Guerra dos Tronos", George R.R. Martin (LeYa)
6. "Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil", Leandro Narloch (LeYa)
7. "Diário de uma Paixão", Nicholas Sparks (Novo Conceito)
8. "1822", Laurentino Gomes (Nova Fronteira)
9. "As Esganadas", Jô Soares (Companhia das Letras)
10. "Água para Elefantes", Sara Gruen (Arqueiro)

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Feliz Natal e Ano Novo!

Um Feliz Natal aos seguidores deste blog, meus colegas e amigos!
Que o espirito natalino não seja apenas passageiro, mas que perdure no coração e na mente de todos nós dando frutos durante todo o ano que se inicia.




Um grande abraço
Ligia Coppetti