quinta-feira, 12 de abril de 2012

A indústria do livro está perdendo o trem da evolução digital

 
Enquanto a música, a televisãoe o jornalismo já tentam lidar com um mundo de cultura digital ascendente e completamente integrada ao modo de vida moderno, a indústria do livro parece ter perdido o trem da evolução e insiste em ficar estagnada. Iniciativas como a iTunes Store e os novos modelos de negócio para o jornalismo demonstram o interesse e a necessidade das indústrias em se adaptarem aos novos hábitos e costumes. As livrarias, os editores e todos os outros agentes da cadeia do livro seguem adormecidos, e o que antes era uma oportunidade de negócio já se tornou um imperativo, condição de sobrevivência.
Nos últimos anos, nos Estados Unidos, o número de livrarias independentes (pequenas, desvinculada das grandesredes) caiu de 10.000 para 2.000. Nos últimos três anos (2009, 2010 e 2011) caiu em 16% o número de empresas distribuidoras de livros em todo o mundo. Sem esforço, é evidente que a indústria livreira está passando por sérias dificuldades e se por um lado ainda não sabe quais os caminhos econômicos a serem seguidos, por outro muito pouco tem feito para descobrir.
No livro El Paradigma Digitaly Sostenible del Libro, dos professores e agentes do mercado editorial Manuel Gil e Joaquín Rodríguez, fala-se de três crises que estariam violentando a indústria do livro: econômica, ambiental e cultural.
1) Econômica
Cresce o número de editoras que estão fechando suas portas. Os modelos de negócios mais tradicionais já não têm a mesma eficácia. O surgimento das megastores minou o negócio das pequenas livrarias e as que quiserem sobreviver terão de buscar um reposicionamento no mercado (cauda longa?). Também já começa a crescer a certeza de que a produção em massa de livros pelas editoras não é mais rentável para nenhum dos agentes da cadeia do livro. Os editores enfrentam a recusa das livrarias em adquirir grandes quantidades de livros, principalmente no caso das pequenas livrarias. As grandes livrarias ficam com centenas de livros encalhados e precisam baixar o preço para se livrar do estoque.
Consequentemente, as distribuidoras diminuem o trânsito de livros e também perdem dinheiro. Ou seja, ninguém mais lucra e a indústria segue mergulhando em um abismo. Falarei sobre modelos de negócios possíveis em outro post, mas já adianto, por exemplo, a possibilidade da impressão sob demanda, no qual as editoras só imprimem quando solicitado e as livrarias só compram das editoras quando solicitado. Mais do que livros digitais ou e-books já é emergente a necessidade de uma cadeia do livro digitalizada.
2) Ambiental
Em Marketing 3.0, Kotler fala de como as pessoas passaram a exigir das empresas uma atitude mais pró-ativa em relação ao meio ambiente e a responsabilidade social. A indústria do livro é a quarta em níveis de contaminação ambiental. Produzem-se muitos e muitos livros impressos diariamente e grande parte disso fica encalhada em livrarias ou editoras. A indústria da reciclagem do livro é inexistente, apesar de possível. Produzir um livro impresso exige matéria-prima extraída (extração de madeira é renovável, mas não é prática comum entre as indústria do ramo, muito pouco preocupadas com questões ambientais), exige celulose, tinta e combustíveis fósseis. Produzir livro impresso é caro ao planeta. É também uma falácia falar que a produção de e-readers (Amazon, Fnac, Sony…) é pura, quase benéfica ao meio ambiente. Construir um Kindle exige metais pesado que também são agressivos. Embora, na projeção dos dois autores, os danos sejam significativamente menores.

3) Cultural
 
Talvez seja a mais grave das crises. Hoje, vive-se na filosofia nowista, exigem-se os produtos culturais de forma emergencial e instantânea. A impossibilidade de oferecer seus produtos de forma rápida e fácil é mortal para qualquer empresa. E aqui me permitam lembrar novamente das crises econômicas e ambientais: uma livraria que trabalhe exclusivamente com livros impressos não pode e não deve competir com uma que faça o mesmo com livros digitais. Além de não ser rentável, a produção em grande quantidade de todos os livros de uma livraria é completamente absurda do ponto de vista ambiental.
 
Antes que me acusem de qualquer determinismo, afirmo minha crença em um modelo de coexistência entre suportes de fibra de celulose e digitais: modelos sustentáveis dos pontos de vista ambientais e econômicos. As gerações mais novas possuem uma (1) nova lógica discursiva e (2) não tem no papel a sua mediação natural.
 
Explico-me:
 
(1) a internet e a web 2.0 multiplicaram a quantidade de fontes de informações. Agora, os blogs, wikis e as redes sociais exercem papéis semelhantes aos antes feitos exclusivamente pelos grandes veículos de comunicação. O indivíduo também tem a possibilidade de fazer a sua voz ecoar com maior força. O indivíduo também produz conteúdo, muito deles o fazem e essas produções passam a coexistir com as obras das grandes editoras. Chama-se convergência cultural e foi postulado por Henry Jenkins.
 
(2) As novas gerações nasceram em um mundo no qual a mediação já é feita em grande parte através das telas digitais. Ao contrário das antigas gerações que precisam se adaptar aos novos formatos, as mais novas pularam essa etapa e já nasceram em um ambiente imerso em bytes. Não há outra mediação. O que supostamente é antinatural e exige uma mudança de hábitos para os mais velhos, para os jovens é o normal, cotidiano e completamente natural. Por último, é importante dizer que hoje se demandam novas formas de interação e participação que os livros impressos não podem atender. É o caso dos livros enriquecidos que, já hoje, enchem os olhos das editoras que trabalham com o público infantil.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

O (hiper)texto e suas implicações no ensino


Texto 
É bem verdade que a noção de texto tal como se apresenta hoje dentro das teorias do texto e do discurso é fruto  de muitas discussões que atravessaram diferentes momentos da história. Um breve olhar sobre o percurso da LT comprova eficazmente isso que afirmamos. Da gramática da palavra e da frase para os estudos textuais-discursivos percorremos longos caminhos. A princípio, na
perspectiva da análise transfrástica, chegou-se até mesmo a pensar o texto como um amontoado de frases, cujas regras deveriam ser previamente seguidas para ser construído. Entretanto, posteriormente, constatou-se que a centralidade na forma não dava conta da amplitude do texto. É aí que se começa a dar ênfase à questão dos sentidos do texto, os quais, para serem construídos, dependem de uma série de fatores que ultrapassam o puro conhecimento da língua.
Esquematicamente falando, o texto é uma unidade que se bifurca entre a língua e o mundo.
É assim que pensa Marcuschi, quando afirma que: o texto é o resultado atual das operações que controlam e regulam as unidades morfológicas, as sentenças e os sentidos durante o emprego do
sistema linguístico numa ocorrência comunicativa. (...) Um texto está submetido tanto a controles e estabilizadores internos como externos, de modo que uma LT razoável não deve  considerar a estrutura linguística como fator único para a produção, estabilidade e funcionamento do texto.
Nem se pode tratar o texto simplesmente como uma unidade maior que a sentença, pois ele é uma entidade de outra ordem na medida em que é ocorrência na comunicação. (MARCUSCHI, 2009, p. 30) Como vimos, o que o autor denomina de internos e externos, nada mais é que aquilo que esquematizamos acima, respectivamente como língua e mundo. Em todo caso, o que há de se ressaltar é que o texto (oral e escrito) sempre será a unidade básica da comunicação humana. Como tal, não pode deixar de levar em consideração as questões inerentes ao mundo da vida, pois, como bem disse Silveira:
             mesmo considerando-se que o uso da língua nas diversas formas de
             interação humana se dá, em princípio, através de textos, há de se convir,
             portanto, que não se podem descolar do texto os componentes discursivos,
             a fim de que possa considerá-lo como uma unidade social e
             contextualmente completa. (SILVEIRA, 2005, p. 33)
Finalmente, convém afirmar que o texto é um “evento comunicativo no qual convergem ações linguísticas, cognitivas  e sociais.” (BEAUGRANDE, 1997, p. 10 apud KOCH, 2009). Ademais, não podemos esquecer que todo texto é tentacular na sua construção e recepção, por isso, nas palavras de Marcuschi, “uma das ideias centrais da Linguística de Texto hoje é a da não monolicitidade de sentido do texto, já que o texto é uma proposta de sentidos múltiplos e não do sentido único.” Eis porque a ideia do sentido único não passa de ficção.
 
Hipertexto 
A nosso ver, partir do conhecimento  do conceito de texto é fundamental para compreender o que é um hipertexto. Aliás, como veremos adiante, todo hipertexto não deixa de ser um texto. E até mesmo o texto impresso tem características hipertextuais. A novidade, portanto, vem com as mudanças tecnológicas, pois, para Koch (2009, p. 61) “a diferença com relação ao hipertexto
eletrônico está apenas no suporte e na forma e rapidez do acessamento.” Consoante Marcuschi (idem, p. 1), o termo “hipertexto” foi cunhado por Theodor Holm Nelson em 1964, para referir uma escrita eletrônica não-sequencial e não-linear que se bifurca e permite ao leitor o acesso a um número praticamente ilimitado de outros textos a partir de escolhas locais e sucessivas, em tempo real. Com efeito, ao navegarmos na internet não é difícil encontrarmos nós e links que
conectam um texto a outro, de modo que, se sairmos clicando aleatoriamente, podemos até nos perder como se estivéssemos num labirinto.
Neste sentido, para Xavier (2004, p. 171), o hipertexto – um “protocolo da tecnocracia” – constitui-se como “uma  forma híbrida, dinâmica e flexível de linguagem que dialoga com outras interfaces semióticas, adiciona e acondiciona à sua superfície formas outras de textualidade.”  Tal hibridização é facilmente visível, pois as diversas semioses se fundem de tal maneira que nos deparamos com
um mundo de palavras, imagens, sons, movimentos etc. que parece não ter fronteiras limítrofes entre si. Contudo,  o importante é perceber que todos esses elementos são fundamentais para a construção dos sentidos no hipertexto.

Em suma, quando estamos diante do hipertexto eletrônico, temos realmente a impressão de que aquele território não tem fronteiras, pois podemos navegar livremente “para frente” e “para trás”, sem os limites previamente impostos pelo texto impresso. No dizer de Koch (2009, p. 63), “o hipertexto constitui um suporte linguístico-semiótico hoje intensamente utilizado para estabelecer interações virtuais desterritorializadas.”, embora seja relevante notar que tal desterritorialização não significa falta de coerência nem banalização do hipertexto. Os links, por exemplo, são “amarrações” que buscam construir sentidos.

Hipertexto eletrônico versus (hiper)texto impresso 
Marcuschi (ibidem) afirma que é comum ouvir-se hoje que o hipertexto representa uma novidade radical. Entretanto, diz ele que, a rigor, o hipertexto não é novo na sua concepção, pois sempre existiu como ideia na tradição ocidental; a novidade está, portanto, na tecnologia que permite uma nova forma de textualidade.
Com efeito, se tomarmos por base alguns gêneros textuais impressos, bem como alguns suportes, veremos que a sua construção não difere radicalmente do hipertexto eletrônico. Uma reportagem, por exemplo, publicada num jornal impresso ou numa revista impressa de grande circulação também apresenta características de descentração, ou seja, permite ao leitor “quebrar” a estrutura
linear da leitura, direcionando-se para os boxes, as fotos, as legendas, os mapas, os gráficos etc. que compõem todo o corpo da reportagem em foco.
Além do mais, a própria reportagem “dialoga” com outros gêneros do próprio jornal ou da revista, como o editorial, as cartas dos leitores, os artigos de opinião, os comentários dos colunistas, as charges, as manchetes etc. Assim, não seria a reportagem jornalística impressa um gênero hipertextual, já que é intertextual, não-linear e intersemiótica por excelência? Uma coisa é certa: a compreensão da reportagem como um todo significativo, depende dos elementos a ela acoplados, os quais vão muito além do linguístico.
Pois bem. Tal princípio também  se aplica a inúmeros outros gêneros/suportes textuais. É assim que podemos dizer da enciclopédia, do dicionário, do índice de livro, sem esquecer os gêneros do domínio acadêmico, recheados de citações, notas de rodapé, marcadores metaenunciativos etc. como os artigos científicos, as monografias, as dissertações de mestrado e as teses de
doutorado. A própria LT hoje concebe o texto como uma proposta de múltiplos sentidos.
Não é sem razão que em todos esses gêneros/suportes verificamos, com Koch (2009, p.63), que “a compreensão não se dá de maneira linear e sequencial, como se pensava antigamente, o que vem a constituir um argumento a mais para afirmar que todo texto é um hipertexto.”

Ancorados em Marcuschi (2001) e Koch (2008; 2009), elencamos as principais características do hipertexto. Optamos por eles porque julgamos bastante didático o caráter de suas exposições. Além do mais, não diferem do que pensam os demais autores. Portanto, caracterizam o hipertexto o/a:
• não-linearidade ou não-sequencialidade  (característica central): estrutura-se reticularmente, não pressupondo uma leitura sequenciada com começo, meio e fim;
• volatilidade: que é devida à própria natureza do suporte;
• topografia: trata-se de um espaço não-hierarquizado de escritura/leitura, de limites indefinidos;
• fragmentariedade: não existe um centro regulador imanente;
• acessibilidade ilimitada: acessa qualquer tipo de fonte, sejam elas dicionários, enciclopédias, museus, obras científicas, literárias, arquitetônicas etc.;
• multissemiose: absorve diferentes aportes sígnicos e sensoriais (palavras, ícones, efeitos sonoros, diagramas, tabelas tridimensionais etc.);
• interatividade: possibilita ao usuário interagir com a máquina e receber, em troca, a retroação da máquina;
• descentração ou multicentramento: ligada à não-linearidade, à possibilidade de um deslocamento indefinido de tópicos;
• intertextualidade: funde e sobrepõe inúmeros textos que se tornam simultaneamente acessíveis a um simples toque de  mouse.  No hipertexto, a intertextualidade atinge o seu grau máximo;
• conectividade: determinada pela conexão múltipla entre blocos de significado;
• virtualidade: constitui uma matriz de textos existentes enquanto potencialidade;
• interdisciplinaridade: inter-relaciona as diversas áreas do conhecimento simultaneamente;
• coautoria: o hiperleitor é, ao mesmo tempo, coautor, pois a versão final do texto é dada por ele, depois de percorrer os caminhos que julga necessários.

É fácil verificar tais características. Basta ao sujeito estar inserido nas práticas de letramento digital e conectar-se a um computador com internet. Nesse oceano de textos  linkados já não assusta navegar. Da responsabilidade de fazer pesquisas no Google Acadêmico à liberdade de escrever um comentário em uma foto de um amigo no orkut, as características acima elencadas mesclam-se sem que ao menos as percebamos.

Considerações Finais 
Tomamos o texto como um todo significativo, cuja compreensão depende de fatores linguístico e extralinguísticos (inerentes ao discurso). Neste sentido, o hipertexto também é entendido como  um texto e muitos textos impressos apresentam características hipertextuais. No entanto, apresenta certas particularidades em virtude da tecnologia que lhe serve de suporte.
Assim sendo, o hipertexto eletrônico tem como principais características a não-linearidade, a volatilidade, a virtualidade, a multissemiose e a topografia. A rigor, essa ideia de hipertexto não é tão nova o quanto parece; a novidade está na tecnologia, pois a enciclopédia, os dicionários, os índices, as reportagens são exemplos claros de hipertextos em sua forma impressa.
A bem da verdade, podemos dizer que à medida que a tecnologia evolui, a língua também passa por mudanças. Como dissemos, por exemplo, diante de gêneros hipertextuais como uma “conversa” no MSN, as fronteiras entre oralidadeescrita nunca foram tão tênues. É assim  que viemos das tábuas de argila, do manuscrito, da escrita topográfica e estamos em plena era digital.
Atrelado a esse conceito de hipertexto, entendemos a hipertextualidade como um conjunto maior, cujos elementos são os hipertextos. A ela também podemos chamar de “enunciação digital”, visto que as formas de textualidade no hipertexto têm suas singularidades.
Muito séria é a questão do hipertexto no ensino. Os documentos oficiais pouco dizem sobre isso. As pesquisas nas universidades a cada dia crescem e se multiplicam, mas os desafios na prática escolar ainda são imensos. Todavia, muito além dos muros da escola as práticas de leitura/escritura na internet são uma realidade que se impõe. As contribuições  são muitas, os desafios também. Resta-
nos tentar inserir essas novas mídias no  ensino, partindo dos recursos dos quais dispomos.

Para saber mais ler: http://www.ufpe.br/nehte/simposio/anais/Anais-Hipertexto-2010/Valfrido-da-Silva.pdf








terça-feira, 10 de abril de 2012

IX Encontro Virtual de Documentação em Software Livre (EVIDOSOL) e VI Congresso Internacional de Linguagem e Tecnologia online (CILTEC-online)

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A partir do primeiro semestre de 2009, o EVIDOSOL passa a fazer parte do CILTEC Online, o Congresso Internacional de linguagem e tecnologia online. Em virtude desta mudança o evento passa a aceitar resumos em espanhol, italiano e em inglês.

O Encontro Virtual de Documentação em Software Livre – EVIDOSOL – é um dos primeiros eventos, no Brasil, a ser realizado totalmente em ambiente digital e sincrônico (veja aqui um pouco da história desses eventos). A ideia inicial do evento foi proporcionar discussões em torno da documentação em Software Livre em pelo menos duas esferas principais: a difusão de conhecimentos da área e sua formatação/adequação linguística pelos profissionais das Letras. Atualmente, esse objetivo se estende para um tema central, linhagem e tecnologia, que abriga diversas trilhas: Hipertexto, Blogs e Wikis, Ensino e Internet, Cultura Livre, Divulgação de Software Livre, Documentação em Software Livre, Linguagem e Tecnologia, Produção Textual no Computador.

Partindo de relações colaborativas e cooperativas entre as comunidades virtuais do SL e a comunidade acadêmica, o projeto Texto Livre – grupo de pesquisa radicado na Faculdade de Letras da UFMG – volta-se para o suporte de documentação em Software Livre, o que, em menos de 6 meses de trabalho, lhe garantiu espaço entre os 16 finalistas ao Prêmio Brasil de Tecnologia de Informação e Comunicação - TIC 2006. É esse projeto que organiza o Evidosol/Ciltec-online

O objetivo de um evento como o EVIDOSOL é ampliar o debate em torno do diálogo entre linguagem e tecnologia, tendo como público-alvo alunos, professores, pesquisadores, comunidades de software livre e outros interessados no eixo temático do evento. Esse encontro é uma oportunidade para colocar em comunicação todos aqueles que têm como horizonte filosofias e práticas dinâmicas e solidárias na construção de alianças respeitosas entre os campos de conhecimento que envolvem as apresentações.

Em 2010, o Evidosol foi apresentado como experiência de evento virtual durante o Sexto Encuentro en Línea de Educación, Cultura y Software Libres, cujo títudo do artigo produzido foi "Evidosol - semeando cultura livre pelo ambiente digital".

Com o apoio da Faculdade de Letras da UFMG, de seu Centro de Extensão (CENEX) e do Kósmos (UFSM), o grupo Texto Livre convida a todos para o IX Encontro Virtual de Documentação em Software Livre (EVIDOSOL) e VI Congresso Internacional de Linguagem e Tecnologia online (CILTEC-online), a ocorrer de 04 a 06 de junho de 2012.

   
Datas importantesPDFImprimirE-mail
EVIDOSOL/CILTEC-online 2012:

Submissão de propostas: de 05/03 a 20/04
Inscrição como "ouvinte": de 28/03 a 04/06
Avaliação das propostas: de 23/04 a 06/05
Divulgação da programação completa: até 14/05
Evento: 04/06 a 06/06

Fonte: 
http://gkosmos.com/evidosol/index.php?option=com_content&view=article&id=54&Itemid=67

sábado, 7 de abril de 2012

Eventos Acadêmicos 2012

Abril


ABRALIN EM CENA

10 a 13 de abril

Universidade Federal do Mato Grosso – UFMT

http://www.abralinemcenamt.com.br/



II Simpósio Internacional do Núcleo Interdisciplinar de Estudos da Linguagem – II SINIEL

18 e 20 de abril

Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE

http://www.niel-ufrpe.com.br/siniel.html



IV Seminário Internacional de Fonologia

23 e 27 de abril

PUCRS

http://www.pucrs.br/eventos/



IV SENIEE – 4º SEMINÁRIO NACIONAL INTERDISCIPLINAR EM EXPERIÊNCIAS EDUCATIVAS

25, 26 e 27 de abril

UNIOSTE – Francisco Beltrão

http://cac-php.unioeste.br/grupodepesquisa/retlee/arqs/CIRCULAR_2_SENIEE_2012.pdf



14º CONGRESSO BRASILEIRO DE LÍNGUA PORTUGUESA do IP/PUC-SP 5º CONGRESSO INTERNACIONAL DE LUSOFONIA

26 A 28 de abril

PUC – SP

http://www.ippucsp.org.br/



Maio



I Colóquio Internacional Ensino Desenvolvimental: vida, pensamento e obra dos principais representantes russos

2 a 4 de maio

UFU- MG

http://www.gepedi.faced.ufu.br/



I Colóquio Cearense de Estudos Bakhtinianos

8 a 10 de maio

Fortaleza-CE

http://www.uece.br/eventos/coceb/




Congresso Internacional “A 2ª série de A Águia: para além de Fernando Pessoa”

7 a 11 de maio

USP

http://www.anpoll.org.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=636:congresso-internacional-a-2o-serie-de-a-aguia-para-alem-de-fernando-pessoa-de-7-a-11-de-maio-de-2012-usp-brasil&catid=71:nacionais-e-internacionais-2012&Itemid=197



III CONGRESSO INTERNACIONAL DE LEITURA E LITERATURA INFANTIL E JUVENIL
II FÓRUM LATINO-AMERICANO DE PESQUISADORES DE LEITURA

09, 10 e 11 de maio

PUCRS – Porto Alegre

http://www.anpoll.org.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=681:iii-congresso-internacional-de-leitura-e-literatura-infantil-e-juvenil-ii-forum-latino-americano-de-pesquisadores-de-leitura-pucrs-de-09-a-11-de-maio-de-2012&catid=71:nacionais-e-internacionais-2012&Itemid=197



1º ENanciELL - Encontro Nacional de Ensino de Língua e Literatura

16 a 19 de maio

Universidade Federal do Pará, campus universitário de Marabá

http://www.ufpa.br/campusmaraba/enaciell/



Gestão de Sistemas, Redes de Ensino e de Escolas: Desafios para o campo da pesquisa e para os Profissionais da Educação

17 a 19 de maio

UNICAMP

http://www.fe.unicamp.br/encontro.anpae/index.html



II SIELP – Simpósio Internacional de Ensino de Língua Portuguesa

30 de maio a 1º de junho

UFU – Universidade Federal de Uberlândia

http://www.ileel.ufu.br/sielp/


Junho



XI Painel – Reflexões sobre o insólito na narrativa ficcional
IV Encontro Nacional - O Insólito como Questão na Narrativa Ficcional
I Congresso Internacional - Vertentes do Insólito Ficcional

4 a 6 de junho

Instituto de Letras da UERJ

http://www.sepel.uerj.br/eventos.html



2º CIELLI – Colóquio Internacional de Estudos Linguísticos e Literários
5º CELLI – Colóquio de Estudos Linguísticos e Literários

13, 14 e 15 de junho

UEM – Universidade Estadual de Maringá

http://www.cielli.com.br/



DÉCIMA CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE NOVAS TENDÊNCIAS EM HUMANIDADES

14 a 17 junho

Mont-Royal Centre, Montreal, Canadá

http://lashumanidades.com/conference-2012/



XXVII ENANPOLL – Encontro da Associação Nacional Pós-graduação e Pesquisa em Letras e Linguística

19 a 22 de junho

UFF – Niterói

http://www.anpoll.org.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=676:a-diretoria-da-anpoll-comunica-que-o-xxvii-enanpoll-de-2012-sera-realizado-de-19-a-22-de-junho-&catid=73:ultimas-noticias&Itemid=196



ALL FOR PAPERS - 7th International Gender and Language Association Conference (IGALA 7)

20 a 22 de junho

São Leopoldo, Brazil

http://www.unisinos.br/eventos/igala/



VII Congreso Internacional de Filosofía de la Educación

27 a 29 de junho

Madrid

http://www.filosofiadelaeducacion.org/ocs-2.3.3-1/index.php/congreso/cife



Julho


XXVII Encontro Nacional da Anpoll- ENANPOLL

10 a 13 de julho

Rio de Janeiro-RJ

http://www.anpoll.org.br/eventos/enanpoll2012/




54 Congresso Internacional de Americanistas (ica): Construindo diálogos nas Américas

15 a 20 de julho

VIENA, ÁUSTRIA

http://ica2012.univie.ac.at/pre-approved-symposia/8.%20Linguistics,%20Literature%20and%20Media#759




18º Congresso de Leitura do Brasil (COLE)

16 a 20 de julho

UNICAMP – Campinas, SP

http://alb.com.br/noticia/18%C2%BA-cole-congresso-leitura-0



64ª Reunião Anual da SBPC

22 a 27 de julho

UFMA – São Luís – MA

http://www.sbpcnet.org.br/saoluis/home/




XVI ENDIPE – Encontro Nacional de Didática e Práticas de Ensino

23 a 26 de julho

Campinas – SP

http://www.endipe2012.com.br/



Congresso “Critical Approaches to Discourse Analysis across Disciplines”

julho de 2012

Universidade do Minho, Braga, Portugal

http://cadaad.net/



Queering Paradigms IV

25 a 28 de julho

UFRJ/UNIRIO

http://www.alab.org.br/eventos/queering-paradigms-iv



IX ANPED SUL – Seminário de Pesquisa em Educação da Região Sul

29 de julho a 01 de agosto

Universidade de Caxias do Sul

http://www.ucs.br/ucs/eventos/anped_sul_2012/apresentacao



Agosto



VII Encontro da Associação Brasileira de Estudos Crioulos e Similares (ABECS) e XIII Encontro da Associação dos Crioulos de Base Lexical Portuguesa e Espanhola (ACBLPE)

1 a 3 de agosto

Universidade de São Paulo

http://www.abecs.net/site/index.php?option=com_content&view=article&id=145&Itemid=35



IV Congresso Internacional Cotidiano Diálogos sobre Diálogos

6 a 9 de agosto

Faculdade de Educação – UFF (Niterói – RJ)

http://www.grupalfa.com.br/congressoIII



II Fórum ISCAR Brasil

10 e 11 de agosto

UFJF

http://www.ufjf.br/segundoiscarbrasil/



Setembro



X Colóquio sobre Questões Curriculares / VI Colóquio Luso Brasileiro de Currículo

4, 5 e 6 de setembro

Faculdade de Educação da UFMG

http://www.fae.ufmg.br/curriculo2012/



IV Seminário Internacional de Formação de professores: internacionalização e aprendizagens sem fronteiras

16 a 18 de setembro

Universidade Federal do Triângulo Mineiro – UFTM, em Uberaba – MG

http://www.uftm.edu.br/noticias/ler/codigo/4735 (site do evento em construção)



II Congresso Internacional COMUNICAÇÃO, COGNIÇÃO E MEDIA: DISCURSO POLÍTICO E ECONÓMICO

19 a 21 de setembro

Universidade Católica Portuguesa
Faculdade de Filosofia – Braga

http://www.cicom2012.org



II Congresso Internacional de Dialetologia e Sociolinguística (II CIDS)

24 a 27 de setembro

Universidade Federal do Pará

http://www.cids.ufpa.br/



Outubro



VII Seminário Nacional Sobre Linguagem e Ensino (VII SENALE)
Ensino e linguagem: novos desafios

3, 4 e 5 de outubro de 2012

Universidade Católica de Pelotas - RS
(site em construção)



COLLOQUIO INTERNACIONAL ERIMIT (E.A. 4327) em homenagem ao centenário de nascimento de Jorge Amado (1912-2012) - O Brasil de Jorge Amado: perspectivas interculturais

11 a 13 de outubro

Fundação Casa de Jorge Amado – Bahia

http://www.anpoll.org.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=390:colloquio-internacional-erimit-ea-4327-em-homenagem-ao-centenario-de-nascimento-de-jorge-amado-1912-2012-o-brasil-de-jorge-amado-perspectivas-interculturais-fundacao-casa-de-jorge-amado–bahia-11-12-e-13-de-outubro-de-2012&catid=71:nacionais-e-internacionais-2012&Itemid=197



III GELIC – Grupo de Estudos de Língua em Contato

15, 16 e 17 de outubro

Faculdade de Letras – UFJF

http://www.fflch.usp.br/dlcv/lport/gelic/index.php?option=com_content&view=article&id=347&Itemid=99



IV Congresso Brasileiro de Formação de Professores: O Plano Nacional de Educação 2011-2020 ea Formação de Professores

15, 16 e 17 de outubro

Faculdade Cenecista de Campo Largo –FACECLA

http://www.facecla.com.br/congresso



35ª Reunião Anual da ANPED

21 a 24 de outubro

Centro de Convenções do Hotel Armação, Porto de Galinhas – PE

http://35reuniao.anped.org.br/



X CELSUL – Círculo de Estudos Linguísticos do Sul do Brasil

24 a 26 de outubro

Universidade Estadual do Oeste do Paraná – campus de Cascavel

http://www.anpoll.org.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=672:x-celsul-circulo-de-estudos-linguisticos-do-sul-do-brasil-que-ocorrera-no-periodo-de-24-a-26-de-outubro-de-2012-na-univesidade-estadual-do-oeste-do-parana-campus-de-cascavel&catid=71:nacionais-e-internacionais-2012&Itemid=197



Novembro



IV CLAFPL – Congresso Latino-Americano de Formação de Professores de Línguas

05 a 07 de novembro

UnB – Universidade de Brasília

http://www.alab.org.br/pt/noticias/evento/112-iv-congresso-latino-americano-de-formacao-de-professores-de-linguas




4° Colóquio de Semiótica Internacional (COLSEMI)

7 a 9 de novembro

UERJ

http://colsemi.blogspot.com.br/p/o-coloquio-de-semiotica.html




XXVII Congreso Inter

nacional de la Asociación de Jóvenes Lingüistas (AJL)

13 al 16 de noviembre

Facultad de Filología de la Universidad de Sevilla

http://www.siff.us.es/web/?p=5613



III Congresso Ibero-Americano de Política e Administração da Educação

14 a 17 de novembro

Zaragoza – Espanha

http://www.anpae.org.br/website/



I CONGRESO INTERNACIONAL SOBRE LO FANTÁSTICO EN NARRATIVA, TEATRO, CINE, TELEVISIÓN, CÓMIC Y VIDEOJUEGOS

19, 20 y 21 de noviembre

Universitat Autònoma de Barcelona

www.lofantastico.com

visionesdelofantastico.blogspot.com



Fonte: http://www.ufjf.br/fale/eventos/

VII Seminário Nacional Sobre Linguagem e Ensino (VII SENALE)

Ensino e linguagem: novos desafios

Universidade Católica de Pelotas
Pelotas/RS – 3, 4 e 5 de outubro de 2012

APRESENTAÇÃO
O VII Seminário Nacional sobre Linguagem e Ensino de Línguas (VII SENALE), cujo tema é “Ensino e linguagem: novas desafios”, será realizado de 3 a 5 outubro de 2012, numa promoção do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Católica de Pelotas.
A proposta é dar continuidade ao trabalho que tem norteado historicamente a sua realização, qual seja o de proporcionar, além da maior interação possível entre professores dos diferentes níveis de ensino e pesquisadores de instituições universitárias, uma reflexão sobre problemas ligados ao ensino de língua materna e de língua estrangeira.
Sua direção é essencialmente pragmática, propondo-se a criar condições para o debate sobre a intervenção das diferentes teorias lingüísticas no processo ensino-aprendizagem de línguas, enfrentando, nesta nova edição, os novos desafios decorrentes das mudanças operadas pela contemporaneidade na língua(gem). Confrontar os avanços científicos e tecnológicos com a realidade da sala de aula poderá servir para inovar, mas também para relativizar posições e concepções acerca da viabilidade e aplicabilidade desses conhecimentos para o desenvolvimento das aulas de língua materna e de línguas estrangeiras.
As estratégias previstas na organização do evento prevêem o entrecruzamento da produção científica com as práticas pedagógicas e deverão se constituir numa intervenção benéfica no campo das práticas de ensino de línguas, seja propondo novas formas, questionando-as ou comparando-as com as já estabelecidas.
Para isso, propõe-se uma programação que contemple a dimensão pragmática das atuais e principais concepções lingüísticas, suas possibilidades e limites de aplicação no que diz respeito ao processo ensino-aprendizagem de línguas. Haverá palestras, mesas-redondas, conferências, comunicações (individuais e coordenadas) e minicursos a serem desenvolvidos por pesquisadores de diferentes instituições universitárias do país.

Modalidades de apresentação
São as seguintes as modalidades previstas para a apresentação das propostas, que deverão ser feitas online no site do evento a ser divulgado em breve:
Comunicações individuais
Simpósios

Normas para a elaboração e submissão das propostas
As comunicações individuais e simpósios deverão respeitar os eixos temáticos propostos, devendo os autores indicar no texto do resumo a qual eixo sua comunicação se destina.
Comunicação Individual: resumo, de no máximo 300 palavras, cerca de 24 linhas, , nome e sobrenome do comunicador por extenso e à esquerda, seguido da instituição entre parênteses, três palavras-chave;
Simpósios: o nome do coordenador, instituição, título e resumo da temática e títulos e resumos de cada trabalho, num máximo de 5, paraum turno, e de 10, para 2. Somente poderão propor Simpósios doutores ou doutorandos. Podem ter mais de um coordenador, desde que de instituições diferentes. Os resumos deverão seguir as normas para comunicação individual.

Linhas temáticas
Aquisição de linguagem, variação e ensino: um balanço
Ensino e novos perfis dos professores: propostas
Dialogismo, gêneros e ensino: perspectivas
Discurso, enunciação e ensino: rumos
Gênero social, linguagens e ensino: um panorama
Linguagem, cognição e ensino: novos espaços
Linguagem, semiótica e ensino: interfaces
Linguagens e letramentos: questões
Tecnologias e ensino: novas perspectivas
Variação linguística, identidades e ensino: reflexões

Prazos
No interesse dos proponentes, para que tenham tempo de encaminhar solicitações de auxílio, os resumos das comunicações, submetidos até 30 de maio, serão respondidos até 30 de junho, através de informe eletrônico. O último prazo para envio das propostas é 15 de junho, com o compromisso da Comissão Científica em dar uma resposta até 15 de julho. A aceitação do trabalho, neste último caso, dependerá não só do mérito da proposta, mas também das limitações de espaço e tempo disponíveis na grade da programação.

Publicação
Haverá duas formas de publicação dos trabalhos: em CD-ROM e em livro. No CD-ROM, todos os trabalhos entregues durante o Seminário serão publicados integralmente, sem revisão pelos editores, mas com indexação automática (incluindo palavras do texto, nome dos autores, tabelas, gráficos, figuras, etc.). Para o livro, haverá uma seleção dos trabalhos, que serão avaliados por especialistas da área a serem convidados pela Comissão Científica do evento e posteriormente revisados, editados e publicados. Os trabalhos deverão seguir as normas da ABNT e ser entregues no dia da apresentação em cópia impressa e em disquete.

Investimento
Pesquisadores e Professores
Até 30/07/2012
R$ 100,00
Após 30/07/2012
R$ 130,00
Alunos de Pós-Graduação
Até 30/07/2012
R$ 80,00
Após 30/07/2012
R$ 100,00
Alunos de Graduação
Até 30/07/2012
R$ 50,00
Após 30/07/2012
R$ 70,00
Professores Municipais e Estaduais
Até 30/07/2012
R$ 50,00
Após 30/07/2012
R$ 70,00
Demais interessados
Até 30/07/2012
R$ 130,00
Após 30/07/2012
R$ 150,00

Endereço para contato
Programa de Pós-Graduação em Letras
Rua Félix da Cunha, 425
CEP: 96010-000
Telefone: (53) 21288242
E-mail: senale@@ucpel.tche.br

COMISSÃO ORGANIZADORA
Adail Sobral
Aracy Ernst (presidente)
Vilson Leffa

COMISSÃO CIENTÍFICA
Adriana Fischer
Andréia Rauber
Carmen Matzenauer
Eliane Campello
Fabiane Marroni
Hilário Bohn
Márcia Zimmer
Raquel Recuero

Fonte: http://www.unisinos.br/blogs/ppg-comunicacao/2012/03/19/chamada-de-trabalhos-p-o-vii-senale/

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Bibliografia on-line "Blogs e Educação"


Abaixo, uma bibliografia com textos majoritariamente on-line sobre blogs e educação. Caso você conheça outros trabalhos, indique no campo de comentários.

ABREU, Maria Rosa Ravelli et al. To Blog or no to Blog. 13º Congresso Internacional de Educação a Distância, Curitiba, 2 a 5 de setembro de 2007.
ALENCAR, Cátia Solange Fornaziero Celeste de. Cultura eletrônica, blogs e formação universitária. Dissertação de mestrado em Educação, Sorocaba, UNISO, 2007.
AMORIM, Cláudia Colla de. Compartilhando e construindo conhecimento: ação mediada entre crianças e adolescentes no desenvolvimento de blog pedagógico-literário em uma biblioteca pública da cidade de São Paulo. Dissertação de mestrado em Letras, São Paulo, USP, 2009.
ARAÚJO, Michele Costa Meneghetti Ugulino de. Potencialidade do uso do Blog em educação. Dissertação de mestrado em Educação, Natal, UFRN, 2009.
BALTAZAR, Neusa; AGUADED, Ignacio. Weblogs como recurso tecnológico numa nova educação. 4º Congresso da Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação, Aveiro, 2005.
BARBOSA, Conceição Aparecida Pereira; SERRANO, Claudia Aparecida. O blog como ferramenta para construção do conhecimento e aprendizagem colaborativa. 12º Congresso Internacional de Educação a Distância, Florianópolis, 18 a 22 de setembro de 2005.
BARRIQUELLO, Viviane. http://www.tramasdiscursivas.com.br/blog/autoriaeleitura. Dissertação de mestrado em Letras, Porto Alegre, UFRGS, 2009.
BARRO, Mario Roberto; FERREIRA, Jerino Queiroz; QUEIROZ, Salete Linhares. Blogs: Aplicação na Educação em Química. Química Nova na Escola, n° 30, p. 10-15, Nov. 2008.
ARUJEL, Adriana Gewerc. El uso de weblogs en la docencia universitaria. Revista Latinoamericana de tecnologia educativa, 4(1), 9-23, 2005.
BEHENCK, Rosângela Leffa. Sujeitos e sentidos em blogs educativos: entre a movência e o retorno. Dissertação de mestrado em Letras, Porto Alegre, 2010.
BENTO, Maria Cristina Marcelino; MIGUEL, Gisele Cristiane Pinheiro; ALEXANDRE, Juliana Alves de Araujo. Formação continuada de pedagogos por meio do blog. ECCOM, v. 3, n. 5, p. 51-68, jan./jun. 2012.
BEZERRA, Lebiam Tamar Silva; AQUINO, Miriam de Albuquerque. Blogs pedagógicos: possibilidades de interação por meio da escrita coletiva de hipertextos cooperativos. Revista Latinoamericana de Tecnología Educativa - RELATEC, Vol. 8, n. 2, p. 91-108, 2009.
BEZERRA, Thélia Teóphilo. Blogs educacionais e o desafio do ensinar e aprender na internet: possibilidades de (re)construção do fazer pedagógico. Dissertação de mestrado em Educação, Brasíia, UNB, 2008.
BIERWAGEN, Gláucia Silva. Uma proposta de uso do blog como ferramenta de auxílio ao ensino de ciências nas séries finais do ensino fundamental. Dissertação de mestrado em Educação. São Paulo, USP, 2011.
BOEIRA, Adriana Ferreira. Blogs na Educação: blogando algumas possibilidades pedagógicas. Revista Tecnologias na Educação, Ano 1, N. 1, Dezembro 2009.
BROWNSTEIN, Erica; KLEIN, Robert. Blogs: applications in science education. Journal of College Science Teaching, v. 35, n. 6, p. 18-22, 2006.
CHAN, Kan-Kan; RIDGWAY, Jim. Blog: a tool for reflective practice in teacher education. 3rd International Conference on Education and Information Systems: Technologies and Applications, Orlando (EUA), 2005.
CRUCIANI, Juliana Menezes. A criação de blogs em ambiente escolar: implicações sobre identidades. 3º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação, Recife, UFPE, 02 e 03 de dezembro de 2010.
DALSOQUIO, Lais Cappaun; HAGUENAUER, Cristina Jasbinschek. O Blog como Ambiente Virtual de Aprendizagem. EducaOnline, Vol. 5, n. 3, p. 44-61, setembro/dezembro de 2011.
DIAS, Marcos Antonio de Araújo; SANTOS, Herbert Nunes de Almeida. O uso de novas tecnologias no ensino de línguas: o uso de blogs como ferramenta de motivação e aprendizagem. 3º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação, Recife, UFPE, 02 e 03 de dezembro de 2010.
DOWNES, Stephen. Educational Blogging. EDUCAUSE Review, vol. 39, no. 5, p. 14-26, September/October 2004.
EBNER, Martin; MAURER, Hermann. Blogging in higher education. Proceedings of E-Learn 2007, Quebec City (Canada), 2007.
FOFONCA, Eduardo. A Prática Comunicacional dos Blogs: possíveis contribuições para a educação contemporânea. Punto Cero, n. 20, p. 19-25, 1o sem. 2010.
FOGAÇA, Mônica. Blog no ensino de ciências: uma ferramenta cultural influente na formação de identidades juvenis. Tese de doutorado em Educação, São Paulo, USP, 2011.
FONSECA, Lucilene Santos Silva. O uso do blog no ensino de jovens e adultos: uma investigação em linguística aplicada. Dissertação de mestrado em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem, São Paulo, PUC/SP, 2009.
FORTES, Luciane Oliveira. Utilizando blogs como ferramenta de suporte a aprendizagem de matemática no ensino superior. Dissertação de mestrado em Educação em Ciências e Matemática, Porto Alegre, PUC/RS, 2009.
FRANCO, Maria de Fátima. Blog Educacional: ambiente de interação e escrita colaborativa. XVI Simpósio Brasileiro de Informática na Educação – SBIE, Juiz de Fora, UFJF, 2005.
GARCEZ, Claudia Rosane. Utilizando Blog e suas ferramentas para auxiliar a integrar o alunopaciente à escola: um estudo de caso na área de ciências. Dissertação de mestrado em Educação em Ciências e Matemática, Porto Alegre, PUC/RS, 2009.
GOMES, Maria João; LOPES, António Marcelino. Blogues escolares: quando, como e porquê? In: BRITO, Conceição; TORRES, José; DUARTE, José (org.). Weblogs na educação, 3 experiências, 3 testemunhos. Setúbal: Centro de Competência CRIE, p. 117-133, 2007.
GOMES, Maria João; SILVA, Ana Rita. A blogosfera escolar portuguesa: contributos para o conhecimento do estado da arte. Prisma, n.3, p. 289­309, outubro de 2006.
GOMES, Maria João. Blogs: um recurso e uma estratégia pedagógica. VII Simpósio Internacional de Informática Educativa , Leiria, Portugal, 16-18 Novembro de 2005.
GRANBERG, Carina. Social software for reflective dialogue: questions about reflection and dialogue in student teachers’ blogs. Technology, Pedagogy and Education. Vol. 19, No. 3, October 2010, p. 345–360.
GUEDES, Juliane Regina Martins de Almeida. Entre o diário virtual e o diário de classe: traços de identidade profissional de professores na blogosfera. Dissertação de mestrado em Educação. Itajaí (SC), UNIVALI, 2009.
GUTIERREZ, Suzana. Weblogs e educação: contribuição para a construção de uma teoria. Novas Tecnologias na Educação, CINTED-UFRGS, Vol. 3, n. 1, Maio, 2005.
HALMANN, Adriane Lizbehd; BONILLA, Maria Helena Silveira. Reflexão entre professores em blogs: passos para novas educações. Revista Tecnologias na Educação, Ano 1, n. 1, dezembro 2009.
HALMANN, Adriane Lizbehd. Reflexões entre professores em blogs: aspectos e possibilidades. Dissertação de mestrado em Educação, Salvador, UFBA, 2006.
HOFF, Márcia Telesca Kerck. O blog como ferramenta para a reflexão crítica. Caderno de Letras, n. 21, p. 123-143, 2004.
HUFFAKER, David. The educated blogger: Using Weblogs to promote literacy in the classroom. First Monday, Vol. 9, Number 6 - 7, June 2004.
KJELLBERG, Sara. I am a blogging researcher: Motivations for blogging in a scholarly context. First Monday, 15(8), ago. 2010.
LANKSHEAR, Colin; KNOBEL, Michele. Mundos Weblog e construções de uma escrita eficiente e poderosa: atravessar com cuidado, e apenas onde os sinais o permitam. In: PARASKEVA, João M.; OLIVEIRA, Lia Raquel. Tecnologia Educativa, vol. 1, p. 97-121, Mangualde, Ed. Pedago, 2006.
LANZA, Heloiza Helena. Uso pedagógico do blog no ensino-aprendizagem de espanhol: elaboração e avaliação de uma tarefa. Dissertação de mestrado em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem, São Paulo, PUC/SP, 2007.
LARA, Tíscar. Blogs para educar. Usos de los blogs en una pedagogía constructivista. Telos, nº 65.Octubre-Diciembre 2005.
LENDENGUE, Maria; SILVA, Keina. Blog na Educação: criando ambientes virtuais de aprendizagem. XXXIII Encontro Nacional de Estudantes de Biblioteconomia, Documentação, Gestão, e Ciência da Informação, João Pessoa (PB), UFPB, 18 a 24 de julho de 2010.
LIMA, Ana Cláudia Nunes de. A polidez possibilitando a interação em blogs utilizados para a aprendizagem de Inglês. Revista Tecnologias na Educação, Ano 2, N. 2, Dezembro 2010.
LIMA, Márcio Roberto de. Blog como recurso didático-instrumentação e reconfiguração da prática docente na cibercultura. Revista Tecnologias na Educação, Ano 3, n. 1, julho 2011.
MACHADO, João Luiz de Almeida. Escolhendo a pílula vermelha: blogs na formação de professores. Tese de Doutorado em Educação, São Paulo, PUC/SP, 2008.
MANTOVANI, Ana Margô. Blogs na educação: construindo novos espaços de autoria na prática pedagógica. Prisma, n. 3, p. 327­349, outubro de 2006.
MARQUES, Aline de Miranda. Estruturação do discurso em blog: uma investigação em dinâmicas de aprendizagem colaborativa baseada em projeto. Dissertação de mestrado em Informática, Rio de Janeiro, UNIRIO, 2010.
MARQUES, Aline de Miranda, PIMENTEL, Mariano, SIQUEIRA, Sean. Blog serve para Colaboração no Contexto Educacional? Simpósio Brasileiro de Informática na Educação, João Pessoa (PB), 23 a 26 de Novembro de 2010.
MENEZES, Daniella de Almeida Santos Ferreira de; MENEZES, Marcelo Ferreira de. A utilização do blog em uma sequência didática para produção textual na aula de redação. Revista Tecnologias na Educação, Ano 3, N. 2, Dezembro 2011.
MORAES, Elkerlane Martins de Araujo. Implicações da leitura na produção de um blog em língua inglesa: uma reflexão acerca das capacidades de linguagem em uma sequência didática. Dissertação de mestrado em Linguística, João Pessoa (PB), 2010.
MOREIRA, Tânia Maria; REIS, Susana Cristina dos; TUR Débora Lisiane Carneiro. O uso de blogs na aprendizagem da língua inglesa: uma experiência na escola pública. Revista Tecnologias na Educação, Ano 1, N. 1, Dezembro 2009.
MORESCO, Silvia F.S.; BEHAR, Patrícia A. Blogs para a aprendizagem de Física e Química. RENOTE - Revista Novas Tecnologias na Educação, v. 4, n. 1, jul. 2006.
OLIVEIRA, Rosa Meire Carvalho de. Aprendizagem mediada e avaliada por computador: a inserção dos blogs como interface na educação. 12º Congresso Internacional de Educação a Distância, Florianópolis, 18 a 22 de setembro de 2005.
ORIHUELA, José Luis; SANTOS, María Luisa. Los weblogs como herramienta educativa: experiencias con bitácoras de alumnos. Quaderns Digitals, n. 34, outubro de 2004.
PERES, Paula. Edublogs como mediadores de Processos Educativos. Prisma, 3, p. 189-199, 2006.
PIMENTEL, Carmen. Blog: da internet à sala de aula. Tese de doutorado em Letras. Rio de Janeiro, UERJ, 2010.
PONTES, Renata Lopes Jaguaribe; CASTRO FILHO, José Aires de. O uso do blog como ferramenta de ensino-aprendizagem por professores participantes do Projeto Um Computador por Aluno (UCA). XXII Simpósio Brasileiro de Informática na Educação/ XVIIWorkshop de Informática na Escola, Aracaju, 21 a 25 de novembro de 2011.
QUIROGA, Nicolás. Blogs de historia: usos y posibilidades. Hist. Crit., n. 43, p. 62-80, enero-abril 2011.
RIZZI, Maria Christina de Souza Lima; NISHIDA, Cíntia Yuri. O blog vivenciado como portfólio no ateliê de arte para crianças da ECA/USP. Fórum Internacional Sobre Prática Docente Universitária: Inclusão Social e Tecnologias de Informação e Comunicação. Uberlândia, UFU, 2001.
RODRIGUES, Claudia. O uso de blogs como estratégia motivadora para o ensino de escrita na escola. Dissertação de mestrado em Linguística Aplicada, Campinas (SP), UNICAMP, 2008.
ROSA, Helaine Abreu; ISLAS, Octávio. Contribuição dos blogs e avanços tecnológicos na melhoria da educação. In: AMARAL, Adriana et al. (org.). Blogs.Com: estudos sobre blogs e comunicação. São Paulo: Momento Editorial, p. 161-177, 2009.
SANTOS, José Jefferson Aguiar dos; MOITA, Filomena Maria Gonçalves da Silva Cordeiro. EduBlog: A Matemática dos Complexos como uma Interface Virtual na Aprendizagem de Números Complexos. II Simpósio Nacional de Ensino de Ciência e Tecnologia, Universidade Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR, out. 2010.
SHONINGER, Raquel Regina Zmorzensk. Blogs de escolas: possibilidades de construção de ambiências comunicativas. Dissertação de mestrado em Educação, Florianópolis, UDESC, 2010.
SILVA, Adriana. Blog educacional: o uso das novas tecnologias no ensino. Vertentes, v. 1, p. 76-84, 2008.
SILVA, Cilene Maria Valente da; TRESCASTRO, Lorena Bischoff. Blog: aprendizagem interativa na formação continuada de professores. 15º Congresso Internacional ABED de Educação a Distância, Fortaleza, 27 a 30 de setembro de 2009.
SILVEIRA, Mariane Rocha. Blog: eu te lendo e eu te escrevendo. Dissertação de mestrado em Letras, Passo Fundo (RS), UPF, 2010.
SOUSA, Samantha Rodrigues de. Representações de identidades em um blog escolar: relações de poder-saber em práticas de letramento. Dissertação de mestrado em Educação, Itatiba (SP), USF, 2010.
SOUZA, Camila de Souza e. Blogging http://www.englishnowhere.blogspot.com: ensinando inglês (sem distância) para surdos. Dissertação de mestrado em Linguística, Uberlândia (MG), UFU, 2009.
TAKARA, Samilo; TERUYA, Teresa Kazuko. Mídia na Educação: o uso de blogs na produção de conhecimento. 4º Seminário Brasileiro / 1º Seminário Internacional de Estudos Culturais e Educação, Canoas (RS), ULBRA, 23 a 25 de maio de 2011.
TORRES-ZÚÑIG, Vicente. Blogs as an effective tool to teach and popularize physics: a case study. Lat. Am. J. Phys. Educ. Vol. 3, No. 2, p. 214-220, May 2009.
VALENTINI, Maurício de Azevedo. Práticas discursivas e identitárias do professor-blogueiro. Dissertação de mestrado em Linguística. Franca (SP), UNIFRAN, 2009.
VALÉRIO, Claudia Lucia Landgraf P. Blog: estratégia de trabalho na formação de professores. IV Encontro Nacional de Hipertexto e Tecnologias Educacionais, Sorocaba (SP), Universidade de Sorocaba, 26 e 27 de setembro de 2011.
YANG, Shih-Hsien. Using Blogs to Enhance Critical Reflection and Community of Practice. Educational Technology & Society, 12 (2), p. 11–21, 2009.

Fonte: http://midiaseducacao.blogspot.com.br/2012/03/bibliografia-on-line-blogs-e-educacao.html

Mapas conceituais


De um modo geral, mapas conceituais, ou mapas de conceitos, são apenas diagramas indicando relações entre conceitos, ou entre palavras que usamos para representar conceitos. [...]

Embora normalmente tenham uma organização hierárquica e, muitas vezes, incluam setas, tais diagramas não devem ser confundidos com organogramas ou diagramas de fluxo, pois não implicam seqüência, temporalidade ou direcionalidade, nem hierarquias organizacionais ou de poder. Mapas conceituais são diagramas de significados, de relações significativas; de hierarquias conceituais, se for o caso.
Mapas conceituais podem seguir um modelo hierárquico no qual conceitos mais inclusivos estão no topo da hierarquia (parte superior do mapa) e conceitos específicos, pouco abrangentes, estão na base (parte inferior). Mas esse é apenas um modelo, mapas conceituais não precisam necessariamente ter este tipo de hierarquia. Por outro lado, sempre deve ficar claro no mapa quais os conceitos contextualmente mais importantes e quais os secundários ou específicos. Setas podem ser utilizadas para dar um sentido de direção a determinadas relações conceituais, mas não obrigatoriamente.

Pode-se, então, definir certas diretrizes para traçar mapas conceituais como a regra das figuras, mencionada antes, ou a da organização hierárquica piramidal, mas são diretrizes contextuais, i.e., válidas, por exemplo, para uma pesquisa um para uma determinada situação de sala de aula. Não há regras gerais fixas para o traçado de mapas de conceitos. O importante é que o mapa seja um instrumento capaz de evidenciar significados atribuídos a conceitos e relações entre conceitos no contexto de um corpo de conhecimentos, de uma disciplina, de uma matéria de ensino. Por exemplo, se o indivíduo que faz um mapa, seja ele, por exemplo, professor ou aluno, une dois conceitos, através de uma linha, ele deve ser capaz de explicar o significado da relação que vê entre esses conceitos.

Uma ou duas palavras-chave escritas sobre essa linha podem ser suficientes para explicitar a natureza dessa relação. Os dois conceitos mais as palavras-chave formam uma proposição e esta evidencia o significado da relação conceitual. Por esta razão, o uso de palavras-chave sobre as linhas conectando conceitos é importante e deve ser incentivado na confecção de mapas conceituais, mas esse recurso não os torna autoexplicativos.

Mapas conceituais devem ser explicados por quem faz o mapa; ao explicá-lo, a pessoa externaliza significados. Reside aí o maior valor de um mapa conceitual. É claro que a externalização de significados pode ser obtida de outras maneiras, porém mapas conceituais são particularmente adequados para essa finalidade. (destaque nosso) [...]

Seguramente, tudo o que foi dito até aqui sobre mapas conceituais pode dar idéia de que é um recurso instrucional de pouca utilidade porque é muito pessoal e difícil avaliar (quantificar). De fato, de um ponto de vista convencional, mapas conceituais podem não ser muito atraentes nem para professores, que podem preferir a segurança de ensinar conteúdos sem muita margem para interpretações pessoais, nem para alunos habituados a memorizar conteúdos para reproduzi-los nas avaliações. No ensino convencional não há muito lugar para a externalização de significados, para a aprendizagem significativa. Mapas conceituais apontam em outra direção, requerem outro enfoque ao ensino e à aprendizagem."
A longa citação do trabalho de Moreira (1997), acima, detalha características dos mapas conceituais, evidenciando a ancoragem desse instrumento numa teoria cognitiva da aprendizagem significativa (Ausubel).

O mesmo autor (com Rosa, 1986) discute também, mais simplificadamente, a questão dos MC e, com maior profundidade, aspectos da "aprendizagem significativa" de viés crítico, abordando também os mapas (Moreira, 2005).

A utilização dos mapas também é pensados a partir de outros referências teóricos, como a teoria piagetiana, como ocorre no trabalho de Dutra et al. (2004), de onde foi retirada a figura do MC que ilustra esse post (de um momento inicial da construção do mesmo).

Fonte: http://midiaseducacao.blogspot.com.br/2007/11/de-um-modo-geral-mapas-conceituais-ou.html