sexta-feira, 17 de maio de 2013

‘Avaliação não deve parar no diagnóstico’


Pense no seguinte exemplo: você sente aquela dor abdominal e desconfia que tenha alguma coisa errada. Vai então ao médico, que lhe prescreve uma série de exames. Você se submete a eles, leva os resultados novamente ao médico, que faz um diagnóstico e… Pronto, parou por aí. Metaforicamente, acredita Luciano Rocha, especialista em avaliação e aprendizagem, é exatamente isso que tem acontecido com os grandes exames da educação brasileira, como o Enem e a Prova Brasil. Imprimem-se muitos esforços e recursos para conceber e aplicar essas provas, mas elas não ajudam o professor a fazer intervenções pedagógicas para solucionar problemas que estejam acontecendo agora. Para resolver essa questão, Rocha sugere dois caminhos complementares: a criação de índices elaborados localmente e a adoção de estratégias para grupos com níveis de aprendizado parecido.
“O professor é o sujeito da mudança, mas ele recebe o diagnóstico do aprendizado muito tarde”, afirma Rocha. A Prova Brasil, exemplifica o especialista, é feita a cada dois anos e avalia apenas língua portuguesa e matemática no 5o e no 9o ano. “Esse exame tem uma escala de proficiência cheia de informações, mas os professores têm dificuldade de interpretá-las. Como ele não sabe, ele não tem como intervir”, afirma. Os resultados, quando chegam, dizem respeito à escola e não ao aluno, que normalmente nem estuda mais ali, uma vez que as avaliações são feitas em anos finais de ciclo. Assim, os alunos avaliados seguem seu percurso escolar sem terem tido a oportunidade de corrigirem suas deficiências. “Voltando à analogia da saúde, é como se o médico tivesse de prescrever o remédio com base num diagnóstico impreciso do paciente anterior. As avaliações educacionais deveriam ser precoces e contínuas”, diz ele.
crédito Pholidito / Fotolia.com'Avaliação não deve parar no diagnóstico', diz Luciano Rocha
 
E o problema tem a ver com a forma como o brasileiro lida com a avaliação. “A gente tem uma ideia distorcida de avaliação. Não usamos as provas para melhorar nosso desempenho. Usamos só para saber como estamos”, afirma Rocha, que destaca ainda o fato de o Brasil ter uma cultura avaliativa muito recente, iniciado na década de 90. Diante desse panorama, Rocha determina três tipos de avaliação: a classificatória, que é representada pelo Enem desde que ele passou a servir como um grande vestibular nacional; a gerencial, que é a de índices como Ideb e Pisa, avaliações que funcionam como diagnóstico de grandes grupos de aluno para governos; e a de uso pedagógico, que está a serviço da aprendizagem. É nesta última, defende ele, em que é preciso investir.
O primeiro passo nesse sentido é ter avaliações mais localizadas, cujos resultados saiam a tempo de serem usados pelo professor. “Muitos municípios estão fazendo seus próprios indicadores e gerando seus relatórios”, diz ele. Com os dados dos alunos em mãos, os professores conseguem entender em que fase do aprendizado cada um está e desenvolver atividades que os ajude de forma mais efetiva. “O ideal é que fossem adotadas plataformas adaptativas, mas essa é uma realidade ainda difícil nas escolas públicas brasileiras”, afirma ele. Uma possibilidade muito mais plausível, defende o especialista, é a separação das turmas em grupos menores com nível semelhante de proficiência para que se possa dar uma atenção mais individualizada para os alunos. Essa opção é mais fácil, afirma, quando se tem a oportunidade de trabalhar no contraturno ou em escolas de ensino integral. “Até hoje as escolas trabalham com um currículo padronizado, mas todos já entendemos que a aprendizagem não pode ser padronizada”, diz.

Princesas da Disney como referência para meninas - uma questão de gênero na escola



Neste Notícias Univesp, a pesquisadora em antropologia da Universidade de São Paulo (USP) Michele Escoura foi entrevistada, abordando a construção da identidades de gênero femininas e o papel que as imagens das Princesas de contos de fadas da Disney possuem nessa perspectiva. Para a antropóloga, os desenhos apontam certas características desejadas para ser uma "princesa", e caberia à escola mostrar para as crianças, também, outros exemplos de como ser mulher.

Fonte: http://blog.midiaseducacao.com/2013/05/princesas-da-disney-como-referencia.html

Retórica digital: a língua e outras linguagens na comunicação mediada por computador

O professor Antonio Carlos Xavier, coordenador do Núcleo de Estudos de Hipertexto e Tecnologia na Educação da Universidade Federal de Pernambuco (Nehte/UFPE) acaba de publicar o seu primeiro e-book com acesso gratuito.

Acesso em: 


quarta-feira, 15 de maio de 2013

Pesquisa ajuda a formar um profissional reflexivo



A professora mestre Juliana Maria de Siqueira, que foi orientadora do curso Mídias na Educação (SP), afirmou que o trabalho de pesquisa monográfica dos professores traz contribuições para os mesmos, abrindo perspectivas de outras formações para os professores, que passam a se interessar, por exemplo, pelo mestrado acadêmico. Possibilidades como estas, de busca e uma formação mais avançada, de acordo com a professora Juliana, colaboram com a adoção de uma identidade profissional reflexiva, por parte dos educadores.

Fonte: http://blog.midiaseducacao.com/2013/05/pesquisa-ajuda-formar-um-profissional.html

segunda-feira, 13 de maio de 2013

USO DAS HISTÓRIAS ANIMADAS E INTERATIVAS EM SALA DE AULA


1. Qual a sua proposta para o uso das histórias animadas e interativas em sala de aula?
Ana Maria – Contar histórias é uma atividade lúdica que normalmente desperta o interesse da criança em descobrir o mundo que o rodeia e o seu próprio mundo interno. Os contos, as fábulas, as parábolas, as lendas e os mitos envolvem pessoas, coisas e outros seres reais ou imaginários, ocorrem em tempos e lugares distintos, apresentam situações tristes, alegres, prazerosas, complicadas, enigmáticas e até mesmo inusitadas. Refletir sobre essas histórias cheias informações e valores pode gerar um aprendizado significativo, contribuir para a formação do caráter do educando e ainda favorecer a convivência harmoniosa com os semelhantes e com a natureza.
Na formação Criar histórias animadas e interativas, porém, o objetivo é ir além da contação delas. Por meio de recursos tecnológicos relativamente simples, a ideia é reproduzir ou criar histórias que utilizem dispositivos animados e interativos, atividade que pode potencializar muitas habilidades de nossos educandos, além de ser possível abordar os mais diversos conteúdos.
2. Quando e como introduzir na sala de aula essa proposta? Como seria o enfoque em cada série?

Ana Maria
 – Não há um tempo certo de introduzir esse tipo de atividade na sala de aula, pois contar e criar histórias são atividades muito próprias do ser humano e estão relacionadas às experiências que temos em nosso cotidiano. Há relatos de projetos de criação de histórias animadas e interativas desde a Educação Infantil até em cursos de Pós-Graduação.
3. Ao criar histórias animadas e interativas que competências o aluno pode desenvolver?

Ana Maria
 – A criação de uma história animada e interativa pode reunir diversos recursos: textos, ilustrações, mapas, áudios, vídeos etc. Sendo assim, o planejamento de uma história nesse formato exige uma investigação sobre a temática, a seleção e organização das ideias, o uso adequado da linguagem oral, escrita e visual para bem comunicar o que se almeja apresentar.
Logo, inúmeras habilidades podem ser exercitadas nesse tipo de atividade, tais como as habilidades lógicas, verbal-linguísticas, viso-espaciais, musicais, intra e interpessoais.
As habilidades lógicas são estimuladas em razão da necessidade de identificar problemas, formular hipóteses, interpretar dados, formular uma sequência ordenada de acontecimentos e extrair conclusões.
As habilidades verbais-linguísticas, por sua vez, naturalmente são exigidas nesse tipo de atividade. Afinal, escutar, falar, ler e escrever permitem ao ser humano exprimir seus pensamentos, aprender, resolver problemas e ensinar. Ao criar histórias animadas e interativas tais habilidades são solicitadas para a elaboração e tratamento do enredo propiciando ao educando a oportunidade de selecionar e organizar o conteúdo e o vocabulário adequado para o tema e a audiência.
A criação de histórias também coloca em ação as habilidades viso-espaciais, que se caracterizam pela facilidade do aluno de observar, interpretar e apresentar suas ideias por meio de mapas, ilustrações, fotografias, esquemas, linhas do tempo ou outras formas de representação pictórica. A arte de trabalhar com esses recursos amplia a rede de significados construída pelas linguagens oral e escrita.
As habilidades naturalistas, vinculadas ao sentido de causa e efeito e percepção de padrões presentes na natureza e nas coisas que o homem cria, também podem ser estimuladas dependendo da proposta da história. Histórias que explicam como certas coisas crescem ou funcionam, por exemplo, exercitam em alto grau as capacidades do aluno de entender, relacionar e classificar organismos, sistemas ou objetos.
A animação de uma história ganha outra vida quando são introduzidos efeitos sonoros e música, pois são fontes inspiradoras para a formação de imagens, pensamentos e sentimentos. Então, a prática das habilidades musicais no aluno faz com que ele perceba essa influência e procure combinar sons e ritmos de forma a contagiar as pessoas convidando-as para interagir com a história.
As habilidades intrapessoais podem ser exploradas em histórias que peçam aos alunos que expressem seus pensamentos e sentimentos acerca de um tema, que falem sobre a imagem que têm de si mesmos ou mesmo que apresentem suas reflexões sobre as grandes questões que inquietam o homem.
Além disso, o trabalho de criar histórias pode ser feito de forma colaborativa. Portanto, habilidades interpessoais serão colocadas à prova. Os alunos precisarão interagir com os colegas e nessa interação é necessário compreender e respeitar os esforços e limites de cada um.
4. Quais as ferramentas que você indica para a criação de histórias animadas interativos?
Ana Maria - Na formação é sugerida a adoção de nosso velho conhecido Microsoft PowerPoint, ainda que também podem ser utilizados outros softwares livres de autoria que estão disponíveis na web.
5. Existe algum cuidado que o professor de ter em relação ao uso desse recurso em sala de aula?
Ana Maria - Ao propor a criação de uma história, o professor deve estar centrado nos objetivos que deseja alcançar com esse tipo de atividade. Por isso, o bom planejamento do projeto é fundamental.
6. O que você diria ao professor que deseja se apropriar dessa proposta, mas não sabe como?
Ana Maria - É comum que nossos educandos apreciem atividades desafiadoras, ainda mais quando podem utilizar recursos digitais. Quando eles percebem que o projeto foi bem dimensionado e que tem como uma de suas finalidades fazer com que suas ideias possam ser apresentadas, é muito provável que se sentirão dispostos a trabalhar nele.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Conheça as principais pegadinhas da Língua Portuguesa

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Conheça as principais pegadinhas da língua portuguesa10 fotos

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É fácil tropeçar no uso da crase, mas aprender as regras certas não é tão difícil quanto parece Leia mais Fábio Sgroi/Página 3

Rede de Comunicação, Educação e Participação - Rede CEP


Rede de Comunicação, Educação e Participação - Rede CEP - foi constituída em setembro de 2004 e hoje reúne dez organizações, um centro de pesquisa e dois colaboradores com vasta experiência nas áreas de Comunicação, Educação e Participação (a chamada educomunicação).

O objetivo do trabalho em rede é promover, qualificar e disseminar as metodologias das organizações, como forma de influenciar a sua adoção por políticas públicas dirigidas, prioritariamente, a crianças e jovens de todo o Brasil.

Rede CEP acredita que as escolas públicas brasileiras devem oferecer oportunidade para que todas as crianças, adolescentes e jovens participem da produção de mídia, tendo como foco a transformação pessoal e social e como conseqüência a elevação do nível de consciência e participação dos cidadãos no controle social dos meios de comunicação.

Objetivos Específicos da Rede CEP

  • Aprofundar e disseminar conceitos e metodologias de comunicação, educação e participação.
  • Colocar o tema na agenda das políticas sociais no país.
  • Influenciar espaços e atores responsáveis pela formulação, implantação e controle de políticas públicas, principalmente na área da educação.
  • Fortalecer as práticas e as articulações entre os integrantes da Rede.

Princípios

Rede CEP orienta-se por princípios compartilhados por todos os seus integrantes.
  • A garantia dos direitos humanos, o desenvolvimento sustentável e a inclusão social são desafios fundamentais para a construção de um Brasil mais forte e mais justo.
  • Tais desafios só se tornarão viáveis se a população brasileira tiver acesso a um sistema educacional de qualidade, que amplie o seu nível de compreensão e participação em relação a essas questões e permita a sua plena inserção na sociedade.
  • Metodologias que promovem o acesso, a produção e a veiculação de comunicação por professores e alunos melhoram a qualidade do ensino, principalmente nas direções acima mencionadas.
  • Para tanto, alguns valores são inalienáveis a essas metodologias, entre eles: visão do ser humano como sujeito de direitos, respeito às diferenças, autonomia e participação.
Crianças, adolescentes e jovens são prioridade absoluta.


Publicações da CEP

EDUCOMUNICAR
Comunicação, Educação e Participação no desenvolvimento 
de uma educação pública de qualidade
 

FotoA Rede CEP, com apoio do Instituto C&A e do Unicef, acaba de lançar a publicação “EducomunicarComunicação, Educação e Participação no desenvolvimento de uma educação pública de qualidade”. Trata-se de uma coletânea de relatos de experiências das organizações da rede, e dos desafios que elas encontram para sensibilizar o poder público da importância da comunicação, educação e participação na construção de políticas.
O download de “EducomunicarComunicação, Educação e Participação no desenvolvimento de uma educação pública de qualidade”, destinado a gestores, educadores e interessados na educomunicação em geral, é gratuito.
Baixe aqui (Arquivo PDF de 1,76 MB)


MÍDIA E ESCOLA 
Perspectivas para Políticas Públicas

FotoLivro lançado pelo Unicef e Rede CEP (por Fernando Rossetti, com a colaboração de Alexandre Le Voci Sayad e Patrícia Vasconcellos) que analisa as principais experiências que envolvem Comunicação, Educação e Participação do Brasil, além de jogar a semente inicial para a articulação da Rede CEP.

À época, foi distribuído nominalmente a mais de 3 mil Secretários Municipais de Educação. Não há mais exemplares impressos disponíveis para distribuição.

Clique aqui para fazer download (Arquivo PDF de 3,29 MB)