quarta-feira, 19 de outubro de 2016

‘Nise’ vence como melhor filme no Festival de Cinema Brasileiro na Rússia


   
   
  •  
  • Nise, O Coração da Loucura, dirigido por Roberto Berliner, foi selecionado pela audiência como o melhor filme no Festival de Cinema Brasileiro na Rússia. O festival aconteceu em Moscou de 4 a 9 de outubro e em São Petersburgo de 11 a 16.
    É a nona vez que Moscou recebe a mostra e a quinta vez de São Petersburgo. Ao todo, foram dez longas, dois documentários e uma animação exibidos na edição deste ano. A 9ª edição do Festival de Cinema Brasileiro em Moscou bateu recorde de público na estreia: só a exibição de Nise, em um dos principais cinemas da capital russa, contou com mais de 800 espectadores presentes.
    Nise - O Coração da Loucura
    O filme "Nise - O Coração da Loucura" é um mergulho emocionante sobre um período em que a doutora alagoana, Nise da Silveira, assume suas funções no hospital público psiquiátrico, no subúrbio carioca de Engenho de Dentro, logo depois de sair da prisão, no início dos anos 1940. 

    “É muito bom ver como o nosso filme tem tocado as pessoas mundo afora e Brasil adentro. Esse projeto foi transformador para todos que participaram. Nise é uma pessoa fundamental, merece toda a atenção do mundo e eu fico muito orgulhoso de ter jogado um foco de luz a mais na história dela”, celebrou Berliner.
    Nise, O Coração da Loucura se passa na década de 1940, em um hospital psiquiátrico do Rio de Janeiro, quando a médica psiquiatra Nise da Silveira questiona a violência no tratamento de pacientes diagnosticados com esquizofrenia. A médica revoluciona a área eliminando métodos agressivos como o eletrochoque e a lobotomia. Veja o trailer:
    O ator Augusto Madeira, que esteve em Moscou durante o festival para representar o filme, comemorou a escolha do público. “O povo russo sabe valorizar uma revolucionária, tal qual foi a Dra. Nise”, disse.
    Além do prêmio da Rússia, o filme acumula outras fontes de reconhecimento internacionais. A obra venceu as categorias “Melhor filme” e “Melhor atriz” no 28º Festival de Tóquio, levou o troféu de Melhor longa de ficção pelo Júri Popular no Festival de Cinema Latino de Epernay, na França, todas este ano, e ganhou como Melhor filme e prêmio da audiência no Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro em 2015.
    Foram exibidos este ano no festival, além de Nise, os filmes Mais forte que o mundo, de Afonso Poyart; Em nome da lei, de Sérgio Rezende; Big Jato, de Cláudio de Assis; Mãe só há uma, de Anna Muylaert; De onde eu te vejo, de Luiz Villaça; Para minha amada morta, de Aly Muritiba; Real beleza, de Jorge Furtado; Muitos homens em um só, de Mini Kerti; e Ponte Aérea, de Juliana Rezende. Passaram por lá também a animação O menino e mundo, de Alê Abreu, e os documentários Damas do Samba, de Susanna Lira, e A herança russa, de Pablo Francischelli.

    Fonte: http://cultura.estadao.com.br/noticias/cinema,nise-o-coracao-da-loucura-vence-como-melhor-filme-no-festival-de-cinema-brasileiro-na-russia,10000082703

    62 º Feira do Livro Porto Alegre 2016 - Não percam!!




    Estaremos autografando e vendendo nesta Feira do Livro.
    Nossa sessão de autógrafos será dia 29 deste mês as 14 hs no Memorial do RGS.

    Venha fazer parte desta história!
    Venha conversar conosco e conhecer mais este trabalho nosso!!

    9 expressões populares com origens ligadas à escravidão; e você nem imaginava

    Certas expressões populares se tornam de tal forma parte de nosso vocabulário e repertório que é como se sempre tivessem existido. Dor de cotovelo, chorar as pitangas, dar com os burros n’água, engolir um sapo ou salvo pelo gongo, tudo é dito como se fosse a coisa mais natural e normal do mundo.

    No UOL

    Mas se mesmo as palavras mais corriqueiras possuem uma história e sua própria árvore etimológica, naturalmente que toda e qualquer expressão popular, das mais sábias e profundas às mais bestas e sem sentido, possuem uma origem, ora curiosa e interessante, ora sombria e simbólica de um passado sinistro.

    Pois muitas das expressões que usamos no dia a dia, e que hoje comunicam somente seu sentido funcional – aquilo que atualmente a frase “quer dizer” – são originarias de um vergonhoso e longo período da história do Brasil: a escravidão.



    Ainda que os sentidos originais tenham se diluído em algo trivial, essa origem permanece, como em toda palavra ou frase comum, feito um DNA marcando nossa própria história.



    O Brasil foi o país que mais recebeu escravos no mundo, e o último país independente do continente americano a abolir a escravidão. Conhecer o sentido original e a história de uma expressão é saber, afinal, o que é que estamos falando. Por isso, essa seleção de nove expressões populares criadas durante o período da escravidão no Brasil – uma época que faz parte de nosso passado, mas que possui ainda forte influência sobre nossa realidade atual.

    1. Tem caroço nesse angu

    A expressão, que significa que alguém estaria escondendo algo, tem sua origem em um truque realizado pelos escravos para melhor se alimentarem. Se muitas vezes o prato servido era composto exclusivamente de uma porção de angu de fubá, a escrava que lhes servia por vezes conseguia dar um jeito de esconder um pedaço de carne ou alguns torresmos embaixo do angu. A expressão nasceu do comentário de um ou outro escravo a respeito de certo prato que lhe parecesse suspeito.

    2. A dar com pau

    “Pau” é um substantivo utilizado em algumas expressões brasileiras, e tem sua origem nos navios negreiros. Muitos negros capturados preferiam morrer a serem escravizados e, durante a travessia da África para o Brasil, faziam greve de fome. Para resolver a situação, foi criado então o “pau de comer”, uma espécie de colhe que era enfiada na boca dessas pessoas aprisionadas por onde se jogava a comida (normalmente angi e sapa) até alimenta-los enfim. A população incorporou a expressão.



    3. Disputar a nega

    Essa expressão, que significa disputar mais uma partida de qualquer jogo para desempatá-lo, possui sua origem não só na escravidão, como também na misoginia e no estupro (o que espanta que até hoje seja utilizada com tanta naturalidade). Sua história é simples e intuitiva: quase sempre, quando os senhores do passado jogavam algum esporte ou jogo, o prêmio era uma escrava negra.


    4. Nas coxas

    A origem da expressão, que quer dizer algo mal feito, realizado sem capricho, é imprecisa, e não há consenso sobre se ela viria de fato do período da escravidão. De todo modo, há vertente mais popular afirma que a expressão viria do hábito dos escravos moldarem as telhas em suas coxas que, por possuírem tamanhos e formatos diferentes, acabavam irregulares e mal encaixadas.

    5. Espírito de porco

    Ainda que a origem da expressão venha da injusta má fama associada ao animal, por uma ideia de falta de higiene, sujeira e impureza, tal má fama é oriunda de princípios religiosos. Durante o período escravocrata, os escravos se recusavam e eram obrigados a matar o animal, para que servisse de alimento. A recusa vinha porque se acreditava que o espírito do animal abatido permaneceria no corpo de quem o matasse pelo resto de sua vida e, para complementar tal crença, a incrível semelhança que o choro do porco possui com um lamento humano tornava o ritual ainda mais assustador.

    6. Para inglês ver

    Essa expressão tem sua origem na escravidão, e também no mal hábito ainda atual brasileiro de aprovar leis que não “pegam” (que ninguém cumpre e nem é punido por isso). Em 1830, a Inglaterra exigiu que o Brasil criasse um esforço para acabar com o tráfico de escravos, e impusesse enfim leis que coibissem tal prática. O Brasil acatou a exigência inglesa, mas as autoridades daqui sabiam que tal lei simplesmente não seria cumprida – eram leis existentes somente em um papel, “para inglês ver”.

    7. Bucho Cheio ou Encher o bucho

    Expressão mais comuns em Minas, eram usadas tanto pelos escravos quanto por seus exploradores, evidentemente que com outra conotação da que se usa hoje. Atualmente significando estar bem alimentado, de barriga cheia, na época significavam a obrigação que os escravos que trabalhavam nas minas de ouro possuíam de preencher com ouro um buraco na parede, conhecido como “bucho”, para só então receber sua tigela de comida.


    8. Meia tigela

    A partir da expressão anterior, a história segue, dando origem a expressão “meia tigela”, que significa algo sem valor, medíocre, desimportante. Quando o escravo não conseguia preencher o “bucho” da mina com ouro, ele só recebia metade de uma tigela de comida. Muitas vezes, o escravo que com frequência não conseguia alcançar essa “meta” ganhava esse apelido. Tais hábitos não eram, porém, restritos às minas, e a punição retirando-se parte da comida era comum na maioria das obrigações dos escravos.

    9. Lavei a égua

    Por fim, a expressão “lavar a égua”, que quer dizer aproveitar, se dar bem, se redimir em algo, vem também da exploração do ouro, quando os escravos mais corajosos tentavam esconder algumas pepitas debaixo da crina do animal, ou esfregavam ouro em pó em sua pele. Depois pediam para lavar o animal e, com isso, recuperar o ouro escondido para, quem sabe, comprar sua própria liberdade. Os que eram descobertos, porém, poderiam ser açoitados até a morte.


    Fonte: http://www.geledes.org.br/9-expressoes-populares-com-origens-ligadas-escravidao-e-voce-nem-imaginava/#gs.null

    segunda-feira, 15 de agosto de 2016

    Linguagem e processos de comunicação

    A linguagem é um sistema organizado de sinais que serve como meio de comunicação para compartilharmos as nossas experiências com outras pessoas, aprender, ensinar…

    A linguagem é um sistema organizado de sinais que serve como meio de comunicação para compartilharmos as nossas experiências com outras pessoas, aprender, ensinar etc. Geralmente, ao falarmos de linguagem, logo pensamos na linguagem verbal e textual, fazendo referência à capacidade humana de expressar pensamentos, ideias, opiniões e sentimentos por meio de palavras.
    No entanto, existem outras formas de linguagem, como a pintura, a música, a dança, a mímica e outras. Desta forma, tanto por meio da linguagem verbal quanto da linguagem não-verbal, o indivíduo representa o mundo e exprime o seu pensamento.

    Linguagem verbal e não-verbal

    A linguagem verbal e a não-verbal utilizam-se de signos para expressar sentidos, porém, na verbal, os signos são formados pelos sons da língua; já na linguagem não-verbal, outros signos são explorados, como as formas, figuras, a cor, os gestos etc.
    A linguagem verbal é linear, ou seja, os seus signos e sons se sucedem um após o outro, no tempo da fala ou no espaço da linha escrita. Na linguagem não-verbal, vários signos podem ocorrer ao mesmo tempo. As cores de um semáforo, o cartão vermelho de um juiz, as placas de trânsito e as figuras na porta de um banheiro são exemplos de linguagem não-verbal.
    Os processos de comunicação
    Sempre que nós nos comunicamos com alguém, nós temos um objetivo, uma finalidade, e utilizamos vários códigos que representam os nossos pensamentos, desejos e sentimentos. Independentemente do meio utilizado, que pode ser por telefone, e-mail, redes sociais, escrita, gestos etc., toda comunicação tem por objetivo a transmissão de uma mensagem e pressupõe necessariamente a interação de seis fatores. Os seis fatores do esquema de comunicação são os seguintes:
    • Emissor ou destinador – Aquele que envia, emite a mensagem, seja pela palavra oral ou escrita, gestos, expressões, desenhos etc. Pode ser um indivíduo apenas ou um grupo, uma empresa, uma instituição ou uma organização informativa (rádio, TV);
    • Receptor ou destinatário – Quem recebe a mensagem (lê, ouve, vê), quem a decodifica. Também pode ser uma pessoa apenas ou um grupo;
    • Mensagem – O conteúdo das informações transmitidas, daquilo que é comunicado. Pode ser virtual, auditiva, visual e audiovisual;
    • Código – O código é um conjunto de sinais estruturados que pode ser verbal ou não-verbal. Trata-se da maneira pela qual a mensagem se organiza;
    • Referente – É o contexto no qual se encontram o emissor e o receptor da mensagem;
    • Canal – É o meio utilizado para a transmissão da mensagem. O canal deve ser escolhido cuidadosamente para garantir a eficiência e o sucesso da comunicação.  O canal pode ser uma revista, jornal, livro, rádio, internet, telefone, TV etc.

    As funções da linguagem

    Cada um dos fatores do processo de comunicação dá origem a uma função linguística específica. O pensador russo Roman Jakobson, em sua obra Linguistics and poetics (1960), distinguiu seis funções da linguagem verbal e a estrutura verbal de uma mensagem depende da função que nela é predominante.
    As seis funções da linguagem são as seguintes:
    • Função referencial ou denotativa: Transmite uma informação objetiva sobre a realidade, é orientada para o referente, apontando o sentido real dos seres, coisas e fatos. A linguagem é objetiva e direta, apenas informa, transmitindo impessoalidade. Encontramos esta linguagem nas notícias de jornais e textos técnicos, científicos e didáticos;
    • Função expressiva ou emotiva: Esta função é centrada no emissor, refletindo seu estado de ânimo, sentimentos e emoções. A função expressiva/emotiva é encontrada em poemas ou narrativas românticas, cartas de amor e biografias;
    • Função apelativa ou conativa: A função apelativa ou conativa é centrada no receptor e tem por objetivo influenciá-lo, persuadi-lo, convencê-lo de algo ou dar ordens. É a função encontrada nos anúncios publicitários e discursos políticos;
    • Função fática (de contato): Centra-se no canal e estabelece uma relação (contato) com o emissor, para verificar a eficiência do canal ou prolongar uma conversa. Encontramos esta função em saudações, conversas telefônicas e cumprimentos do dia a dia;
    • Função metalinguística: É centralizada no código e ocorre quando o emissor explica o código usando o próprio código. O dicionário é um exemplo desta função, pois se trata da palavra explicando ela própria;
    • Função poética: A função poética é centralizada na mensagem e caracteriza-se pelo uso de linguagem figurada, metáforas e outras figuras de linguagem, sonoridade etc. Esta função está presente nas músicas, poemas e algumas obras literárias.

    Linguagem coloquial e culta

    A linguagem também deve ser adequada ao contexto da comunicação e, neste sentido, temos a linguagem coloquial e a culta. Você pode perceber que não se comunica com o seu professor do mesmo jeito que com a sua mãe, um amigo ou outra pessoa, não é mesmo? Isto ocorre justamente porque tudo depende da circunstância em que se está inserido. O padrão coloquial da língua é usado para a comunicação mais informal, sendo mais livre das normas gramaticais. Normalmente é usado com amigos, familiares e outras pessoas mais próximas.
    Já o padrão culto da língua manifesta-se pelo uso das normas gramaticais e em situações que exigem mais formalidade. Geralmente, é usado em uma reunião de trabalho ou com uma autoridade em geral. Sendo assim, é importante levar em consideração o contexto, o assunto a ser tratado, o meio pelo qual a mensagem será transmitida e o nível social e cultural do destinatário.
    Fonte: http://www.estudopratico.com.br/linguagem-e-processos-de-comunicacao/

    Desenvolvimento da Linguagem




    Segundo Oliveira (1999, p. 42), “é a necessidade de comunicação que impulsiona, inicialmente, o desenvolvimento da linguagem”.
    Desde os primórdios, a comunicação é essencial para o ser humano. O homem buscou se comunicar de diversas maneiras para interagir com o ambiente e suprir suas necessidades.
    A comunicação se estabelece de várias formas, como por meio de gestos, cores, símbolos e sinais. Portanto, não ocorre apenas por palavras faladas ou escritas. Há uma convenção entre as partes para que ela ocorra.
    Para que a comunicação aconteça é necessário o emissor, a mensagem e o receptor. Esse sistema de comunicação permite a troca de informação pelo o grupo e a concretização da linguagem.
    O sistema de signos que traduz o pensamento verbal e da linguagem foi considerável no desenvolvimento da espécie humana.
    Compreender a comunicação humana é saber que a aquisição da linguagem tem vários níveis. Nos primeiros anos de vida a criança apresenta a fase pré-verbal no desenvolvimento do pensamento e uma fase pré-intelectual no desenvolvimento da linguagem.
    O choro, o riso, o balbucio são uma das primeiras formas que a criança demonstra para solucionar problemas práticos, mesmo antes de dominar a linguagem. Demonstra uma comunicação ineficiente, mas é essa forma que utiliza como um meio de contato social e alívio emocional.
    Muitas mães passam a decifrar o choro dos bebês com o transcorrer do tempo. Relatam que seus filhos choram de forma diferenciada quando sentem fome ou para trocar fraldas. O choro é uma forma óbvia de comunicação e que transmite o estado de desconforto do bebê.
    Não é somente através do choro que os bebês se expressam. Diversos são os sons emitidos por eles, que aos poucos são identificados e assim transmitidas suas vontades.
    Quando ocorre a junção dos processos de desenvolvimento do pensamento e da linguagem, acontece o pensamento verbal e a linguagem racional.
    O ser humano passa a expor um funcionamento psicológico sofisticado quando mediado pelo sistema simbólico da linguagem.
    Para que ocorra o desenvolvimento da linguagem de forma eficiente são necessários os fatores biológicos dentro da normalidade, como exemplo, a integridade do Sistema Nervoso Central.
    Quadro elaborado segundo os autores Chiari, B.M.; Aimard, P.; Casanova, J. P.; Ajuriaguerra (citado por Cardoso, 2003).

    IDADE (meses)PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DO DESENVOLVIMENTO DE LINGUAGEM
    0 a 3- Vocalizações (repetições de vogais e sons guturais) não lingüísticas. Essas produções têm pouca influência da língua-mãe.
    - Sorriso reflexo.
    - Apresenta movimentos corporais bruscos ou acorda ao ouvir estímulo sonoro.
    - Aquieta-se com a voz da mãe.
    - Procura fonte sonora com movimentos oculares.
    3 a 6- As vocalizações começam a adquirir algumas características de linguagem, ou seja, entonação, ritmo e inicia-se a modulação de ressonância.
    - A fase de lalação aparece por volta dos 3 a 4 meses e se distingue por sua fonação lúdica . A criança sente prazer em balbuciar (brincar com os órgãos fono-articulatórios).
    - Pára de chorar ao ouvir música.
    - Começa a voltar à cabeça em direção a um som lateral e próximo.
    6 a 9- Pré-conversação. A criança vocaliza principalmente durante os intervalos em que é deixada livre pelo adulto, e também encurta suas vocalizações para dar lugar as respostas do adulto.
    - Localiza diretamente a fonte sonora lateralmente e indiretamente para baixo.
    - Responde quando chamada.
    - Repete sons para escutá-los.
    9 a 12- Localiza diretamente a fonte sonora para baixo.
    - Reage paralisando a atividade quando a mãe fala "não".
    - Vocaliza na presença de música.
    - Compreende algumas palavras familiares, por ex.: "mamãe, "papai", "nenê".
    - Compreende ordens simples, por ex.: "bate palmas" e dar "tchau".
    - Vocalizações mais precisas e melhor controladas quanto a altura tonal e a intensidade. Agrupa sons e sílabas repetidas `a vontade.
    - Pede, recebe objetos e oferece-os de volta.
    - Usa gestos indicativos.
    - Surge a primeira palavra, muitas vezes não inteligível.
    12 a 18- Surgem as primeiras palavras funcionais que, em geral, se dá um prolongamento semântico, por ex.: chama "cachorro" a todos os animais.
    - Crescimento quantitativo de compreensão e produção de palavras.
    - Localiza fonte sonora indiretamente para cima.
    - Gosta de música.
    - Compreende verbos que representam ações concretas (dá, acabou, quer).
    - Identifica objetos familiares através de nomeação.
    - Identifica parte do corpo em si mesma.
    - Utiliza-se de palavra-frase (usa uma palavra que corresponde a um enunciado completo).
    - Repete palavras familiares.
    - Tenta contar.
    18 a 24- Surgimento de frases de dois elementos.
    - Localiza fonte sonora em todas as direções.
    - Presta atenção e compreende estórias.
    - Identifica parte do corpo no outro.
    - Inicia o uso de frases simples.
    - Usa gesto representante.
    - Usa o próprio nome.
    2 a 3 anos- Iniciam-se sequências de três elementos, por ex.: "nenê come pão" (fala telegráfica.
    - Aponta gravura de objeto familiar descrito por seu uso.
    - Identifica objetos familiares pelo nome e uso.
    - Aponta cores primárias quando nomeadas (vermelho, azul, amarelo...)
    - Compreende o "Onde?” "Como?"
    - Pergunta o que?
    - Nomeia ações representadas por figuras.
    - Refere-se a si mesmo na 3ª pessoa.
    - Combina objetos semelhantes.
    - Constitui frase gramatical simples ( com verbos, preposições, adjetivos e advérbio de lugar).A partir dos três anos aumenta extraordinariamente o número de vocábulos da criança e espera-se que até os cinco anos ela tenha domínio de todos os fonemas da língua.

    Por Arlene Costa

    Referência Bibliográfica:
    GARCIA, Maria Madalena Momesso; CAMARGO, Neuci Lemme. Ano V – Número 09 – Janeiro de 2007 – Periódicos Semestral.
    KLAUS, Marshall; KLAUS, Phyllis. O surpreendente recém-nascido. Porto Alegre: Artes Médicas, 1989.
    OLIVEIRA, Marta Kohl. Vygotsky: aprendizado e desenvolvimento: um processo sócio – histórico. 4 ed. São Paulo: Scipione, 1999. (Pensamento e Ação no Magistério).
    Site: Cardoso, Tânia A. Lopes. http://www.profala.com/arttf64.htm.

    Fonte: http://www.infoescola.com/comunicacao/desenvolvimento-da-linguagem/

    Feira do livro 2016 Porto Alegre RS



    Lançamento do livro "Caminhos da Linguagem" vol II na Feira do Livro de Porto Alegre 2016.

    Data: 29/10/2016 - sábado
    Horário: 14 hs
    Local: Memorial do RS

    Contamos com sua presença!

    domingo, 3 de julho de 2016

    Venda do livro Caminhos da Linguagem vol II


    Um livro escrito por profissionais da psicologia, da letras, do direito, da fonoaudiologia, da pedagogia discutindo a importância da Linguagem em todas as áreas. 

    A venda na livraria Fnac do Barra Shopping Sul de Porto Alegre ou diretamente comigo neste blog.